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Principais pautas da gestão 2021 CAMBLU:

SETEMBRO

SOLAM: O II Simpósio On-line das Ligas Acadêmicas de Medicina (SOLAM) ocorrerá nos dias 14, 17, 21 e 28 de outubro, com início às 18h (exceto no dia 17, que iniciará às 8h30). As datas foram reorganizadas devido a alguns conflitos de agenda com palestrantes. Além disso, a comissão do evento realizou uma reunião com as diretorias das ligas acadêmicas para organizar os detalhes do evento e apresentar a plataforma que será utilizada. A divulgação do evento está ocorrendo em um Instagram à parte, criado especificamente para o SOLAM. 

 

Setembro Amarelo: Com o objetivo de conscientizar sobre a prevenção ao suicídio e a importância da saúde mental, o CAMBLU organizou diversas dinâmicas e publicações acerca do tema disponibilizadas no Instagram oficial do Centro Acadêmico e no Podcast MEDFURB On, uma parceria com a IFMSA Brazil FURB.

 

Sala de Coworking: Em setembro, foram decididos apenas alguns detalhes sobre a sala de coworking. Decidiu-se aguardar para instalar objetos como um retroprojetor ou um sistema de segurança, principalmente devido ao alto orçamento deste último. No entanto, a DAC informou que, caso o CAMBLU compre um projetor, os próprios funcionários desse setor poderão instalá-lo no ambiente. A sala está quase pronta para inauguração aos acadêmicos!

 

Filantropia: A filantropia esteve envolvida em dois projetos principais: a arrecadação de brinquedos para crianças do Lar Betânia (Campanha Alegria em Ação), e do CER, devido ao dia das crianças. Para a arrecadação para o Lar Betânia, o Centro Acadêmico contou com a parceria da IFMSA Brazil FURB.

 

Bonecos de Simulação: Os bonecos de simulação, que até então estavam armazenados no Hospital Universitário da FURB, começaram a ser transferidos para o bloco J do campus I em setembro. No entanto, essa transferência deveria ocorrer para o bloco S, porém como o local está em reformas, os simuladores ficarão temporariamente no bloco J, até que as obras sejam concluídas. Além disso, o CAMBLU cobrou do CCS um treinamento adequado dos professores para as aulas com os bonecos, para que sua utilização seja ampliada dentro do curso de Medicina, mas até então não houve resposta. 

 

Nota Oficial 25: Foi publicada no dia 23/09/2021 a nova Nota Oficial, a qual define o retorno presencial de todos os servidores, exceto gestantes, sendo a comprovação de vacinação obrigatória. As aulas continuam de acordo com a Nota Oficial 24.

 


“Mens sana in corpore sano”

“Mens sana in corpore sano” é uma citação latina que significa “mente sã, corpo são” derivada da Sátira X do filósofo romano Juvenal. Com o passar dos séculos, a medicina deixou a saúde mental de lado em prol do bem-estar físico. Diferentemente do modelo de Medicina tradicional, a qual implica em tratar a doença e suas manifestações físicas e metabólicas, a Medicina Integrativa leva em consideração o paciente como um todo, visando o tratamento holístico. Dessa forma, o funcionamento adequado do organismo, para as práticas integrativas, depende, além da saúde física, da saúde e estabilidade emocional, psicológica e mental.  Felizmente, cada vez mais a Medicina Integrativa cresce dentro do mundo médico visando, principalmente, complementar o tratamento tradicional, o que permite uma assistência completa do paciente. Nesse viés, a saúde física e a mental são colocadas no mesmo patamar de importância, trazendo o princípio do filósofo Juvenal à atualidade novamente.

Dentre as terapias complementares presentes no universo da Medicina Integrativa, o Yoga é considerado o mais popular do mundo. Ele reúne ao mesmo tempo movimentos físicos, exercícios de respiração e meditação no intuito de conectar mente, corpo e espírito. Todo mundo conhece alguém que pratica Yoga e já ouviu falar de seus supostos benefícios a quem procura uma vida mais saudável e equilibrada, porém, por trás destes relatos muitas vezes difundidos nas redes sociais, existe um importante embasamento científico. Há diversas pesquisas demonstrando o papel do Yoga na melhoria da saúde mental das pessoas, incluindo o combate à ansiedade, ao estresse e também à depressão. Sabe-se que seus exercícios proporcionam um relaxamento físico e uma respiração mais rítmica em quem o pratica, além de potencializar a percepção sobre o próprio corpo e promover o controle dos pensamentos. Diferenças estruturais observadas em algumas regiões do cérebro envolvidas com as emoções dão suporte a estas evidências positivas do Yoga sobre a saúde mental e física.

Cabe destacar ainda a homeopatia dentre as práticas integrativas, a qual compreende um sistema terapêutico que valoriza a totalidade das queixas e características individuais do paciente. Nesse sentido, partindo do princípio de que “semelhante cura semelhante”, o medicamento homeopático atua no sistema corporal do indivíduo como um todo, de modo a englobar tanto o campo físico como o comportamental. Assim sendo, a homeopatia possui um caráter personalizado e bastante abrangente de atuação, podendo até mesmo ser usada como estratégia para o tratamento de doenças mentais. Isso pode ser evidenciado, por exemplo, em estudos científicos acerca da eficácia da homeopatia no tratamento da depressão, os quais mostram uma melhora no quadro dos pacientes e sugerem que os medicamentos homeopáticos possuem resultados semelhantes aos dos antidepressivos. Diante disso, percebe-se que atuação da homeopatia se estende também sobre o campo da saúde mental, sendo importante sempre acompanhar a evolução da resposta ao tratamento de cada pessoa a essa medida terapêutica.

Podemos correlacionar a Medicina Integrativa e as intervenções por ela proporcionadas, que garantem uma maior força ao sistema imune, com o enfrentamento da situação em que vivemos, baseando-se no relaxamento da mente e no encorajamento da paz interior, da meditação e da prática do Yoga. Reforçar relacionamentos por meio de videochamadas ou encontros pessoalmente, quando possível e respeitando as medidas impostas, pode ajudar a direcionar seus pensamentos aos seus amados e a compartilhar ideias positivas, inclusive sobre o futuro, com pessoas que lhe façam sentir-se bem. Procure por atitudes positivas e se cerque de programações que envolvam humor e risadas, de modo a proporcionar momentos de descanso para sua mente em meio a tempos difíceis e desafiadores como esta pandemia. Atividades físicas, alimentação natural e fresca, além de um sono reparador podem ser aliados de sua boa saúde física e mental. Embora nenhuma dessas práticas substitua os tratamentos e as profilaxias recomendadas para o combate à COVID-19, elas certamente têm potencial para aumentar sua resiliência e fortificar seus recursos preventivos a esta e outras doenças.

Referências

Gothe NP, Khan I, Hayes J, Erlenbach E, Damoiseaux JS (2019). Yoga effects on brain health: a systematic review of the current literature. Brain Plasticity 5:105-122. doi: 10.3233/BPL-190084

Gureje O, Nortje G, Makanjuola V, Oladeji BD et al. (2015). The role of global traditional and complementary systems of medicine in the treatment of mental health disorders. Lancet Psychiatry 2(2):168-177. doi: 10.1016/S2215-0366(15)00013-9

Seifert G, Jeitler M, Stange R, Michalsen A, Cramer H et al. (2020). The Relevance of Complementary and Integrative Medicine in the COVID-19 Pandemic: A Qualitative Review of the Literature. Front. Med. 7:587749. doi: 10.3389/fmed.2020.587749

Viksveen P, Fibert P, Relton C (2018). Homeopathy in the treatment of depression: a systematic review. European Journal of Integrative Medicine 22:22-36. doi: 10.1016/j.eujim.2018.07.004

Escrito pela Liga Acadêmica de Medicina Integrativa (LAMI)


Suicídio: informando para prevenir

Suicídio é um ato final de uma série de complicações, cujo objetivo é a morte e é utilizado um método letal. Normalmente as pessoas que tentam o suicídio apresentam um comportamento suicida composto de pensamentos, planos e tentativas de suicídio.

Diante disso, é necessário nos educarmos para perceber as principais características em comum nas pessoas que pensam em cometer esse ato, além de desmistificar falácias para conhecermos a realidade da situação e podermos de fato ajudar.

Para isso, resumimos os conhecimentos descritos na cartilha escrita pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) “Suicídio: informando para prevenir”.

Mitos sobre o comportamento suicida

Há várias noções relacionadas ao suicídio que são falsas e que sem a devida explicação podem causar malefício aos indivíduos propensos à esse ato. Um desses mitos é relacionado à questão da saúde mental, em que muitos não relacionam o comportamento suicida com doenças mentais, sendo que na realidade um dos pilares na decisão da pessoa é a sua percepção da realidade, que se tratada de forma adequada pode evitar uma tentativa de suicídio.

Além disso, é importante saber que o risco para suicídios pode ser completamente encerrado após um tratamento eficaz, no entanto, durante o processo em que a pessoa apresenta o comportamento suicida, não se deve ignorar pedidos de ajuda ou ameaças de suicídio.

Outra informação importante para a prevenção do suicídio é saber que após uma tentativa de suicídio, o indivíduo se torna muito fragilizado e o risco mantém-se muito alto para novas tentativas.

Ainda, o suicídio é considerado uma temática muito delicada e dessa forma ignorada, mas a conversação sobre suicídio pode aliviar e diminuir a tensão de pessoas que apresentam esses pensamentos, possibilitando que seja repassado informações de como procurar ajuda e explicando o problema.

Fatores de risco e de proteção: como identificar o paciente suicida

Principais fatores de risco: tentativa prévia de suicídio e doença mental, principalmente não diagnosticada e não tratada, ou tratada inadequadamente.

Outros fatores de risco: desesperança, desamparo e impulsividade são importantes pela persistência deles mesmo após a remissão de outros sintomas depressivos, além de que a associação entre impulsividade e desesperança podem ser letais.

Idade, principalmente jovens e idosos. Gênero masculino apresenta taxas de suicídio maiores, além de ter como principais fatores de risco solidão e isolamento social. Enquanto o gênero feminino apresenta taxas de tentativas de suicídio maiores, mas por apresentarem redes sociais mais fortes, apresentam mais fatores de proteção. Outra situação que pode causar um aumento do risco de comportamento suicida é o conflito da identidade sexual, especialmente em indivíduos que sofrem aceitação social.

Doenças clínicas não psiquiátricas, especialmente quando apresentam sintomas não responsivos aos tratamentos e nos primeiros meses após o diagnóstico. Eventos adversos na infância e na adolescência, além de história familiar de suicídio e genética. Fatores sociais como poucos laços afetivos pode ser um fator de risco, além de desempregados ou pessoas que vivem sozinhas.

Fatores protetores: autoestima elevada, bom suporte familiar, ausência de doença mental, estar empregado, capacidade de adaptação positiva e acesso de serviços e cuidados de saúde mental.

Posvenção do suicídio

É considerado que a cada morte por suicídio, 60 pessoas sejam intimamente afetadas, seja família, amigos e colegas de classe. Diante disso, a posvenção é um conjunto de habilidades e estratégias para acompanhar e cuidar desses membros ou em casos de tentativas de suicídio, para auxiliar na cura após experiência de pensamentos suicidas. Faz parte dessas estratégias grupos de apoio ao luto e recrutamento ativo dos familiares. Essas ações auxiliam a diminuir o prazo de sofrimento psíquico das pessoas envolvidas no luto.

O suicídio e a importância da rede de saúde

Quase 100% dos suicidas apresentavam alguma doença mental, no entanto, muitas vezes não diagnosticada ou tratada. Contudo, metade dos que morrem por suicídio frequentaram alguma consulta médica no período de 6 meses que antecedeu a morte.

Diante desses dados é notável a importância de uma rede de saúde integrada e capacitada para detectar e lidar com essas queixas, visto que os indivíduos com pensamentos suicidas procuram ajuda, apesar de nem sempre serem profissionais de saúde mental.

À equipe de saúde como um todo compete identificar e avaliar o risco suicida, sendo capazes de entender que qualquer tentativa ou intenção seja relevante e merece um atendimento cuidadoso.

Enquanto que na atenção primária, devido à maior proximidade entre os pacientes e os profissionais de saúde, é de extrema importância que existam programas que eduquem a população sobre o assunto de suicídio, para que a comunidade auxilie na identificação de possíveis riscos de suicídio, além de capacitações para os médicos e outros profissionais da atenção primária com o intuito de permitir uma rápida identificação, avaliação e manejo de situações de baixo risco.

A atenção secundária e terciária (CAPS, hospitais de urgência e emergência) atende principalmente os pacientes que estão em situação de crise, devendo recebê-los e avaliá-los, seguindo com tratamento específico para a necessidade do indivíduo, com identificação de fatores de risco e protetivos, acompanhamento e encaminhamento para serviços mais especializados, mas sempre com a certificação de atendimento e contrar-referência. A partir de 2014, tentativas de suicídio entraram na Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, devendo ser notificada imediatamente em até 24 horas da ocorrência, além de garantir que essa pessoa seja colocada em tratamento a fim de evitar novas tentativas e do suicídio completo.

No entanto, a prevenção do suicídio não se limita apenas à questão da rede de saúde, devendo apresentar participação da sociedade inteira, como controle do acesso aos métodos mais utilizados para o ato, incentivo a espaços de promoção de saúde na comunidade, campanhas de prevenção nas mídias e nas escolas para educar as pessoas e desconstruir tabus.

Avaliação e manejo do paciente

É impossível prever se o paciente irá cometer suicídio, somente estimar o risco do ato suicida.

A OMS estima que há 3 características psicopatológicas comuns entre os suicidas:

  • Ambivalência: desejo de viver e morrer se confundem; há necessidade de se escapar da dor e do sofrimento, mas também há a vontade de sobreviver. O objetivo é unicamente sair daquele sentimento do momento de infelicidade, de acabar de uma vez com a dor e encontrar um descanso dos problemas. Se o apoio social for bom, o risco de suicídio diminuirá.
  • Impulsividade: o impulso do suicídio é transitório e tem a duração de poucos minutos ou horas. Pode ser desencadeado por uma situação vivida que foi negativa para a pessoa, como rejeição, fracasso, falência, morte de um ente querido.
  • Rigidez: quando a pessoa decide pôr um fim à vida, ela só consegue pensar em se suicidar, não é capaz de perceber maneiras de enfrentamento, o seu pensamento é irredutível.

Há uma distorção da percepção de realidade com avaliação negativa de si mesmo, do mundo e do futuro. A pessoa não tem perspectiva do seu futuro, há ausência de planos futuros quando aparece a ideação suicida, e assim, o ato suicida.

Há fatores de risco para o ato suicida, como doença psiquiátrica pré-existente e não tratada ou mal tratada, história pessoal e familiar de comportamento suicida, suicidabilidade, fatores estressores crônicos e recentes, fatores psicossociais, presença de outras doenças crônicas.

Como abordar o paciente? Paciente chega na atenção básica, com queixas diferentes, na maioria das vezes queixas somáticas, por isso é necessário a escuta como abordagem. Deve ser feita com cuidado, a forma verbal é extremamente necessária, para assim, criar um vínculo e acolher o paciente.

6 perguntas fundamentais, 3 delas para todos

  1. Você tem planos para o futuro?
  2. A vida vale a pena ser vivida?
  3. Se a morte viesse, ela seria bem-vinda?
  4. Você está pensando em se machucar/se ferir/fazer mal a você/ em morrer?
  5. Você tem algum plano especifico para morrer/se matar/tirar sua vida?
  6. Você fez alguma tentativa de suicídio recentemente?

É importante observar se há meios acessíveis para o paciente cometer o suicídio; se o plano que foi feito é letal, e se tem como resgatá-lo de alguma forma; se alguma preparação foi feita para o plano de suicídio; se já teve uma tentativa de suicídio e quão perto chegou de realizar o ato; se há fatores estressantes recentes que possam estimular o ato; se existe motivos que o mantenham vivo.

Avaliando a doença mental:

As principais doenças associadas ao comportamento suicida são depressão e transtorno bipolar, além de transtornos relacionados ao uso de álcool e outras substâncias, transtornos de personalidade e esquizofrenia.

  • Depressão: estima-se que entre 6-8% da população fará pelo menos um episódio depressivo em um ano. Ao longo da vida, até 25% das mulheres e até 10-12% dos homens também farão pelo menos um episódio depressivo. É a doença com maior frequência entre os suicidas, por isso a necessidade do tratamento eficaz, tanto com psicoterapia ou com medicamentos antidepressivos, e nos casos mais graves pode ser feito a eletroconvulsoterapia (ECT). Seus principais sintomas são a tristeza diária, inapetência e perda de peso; perda de interesse para as atividades diárias; insônia; cansaço, fraqueza e dificuldade de concentração.
  • Transtorno bipolar: acontece em cerca de 1,5% da população. É caracterizado por alterações de humor que se manifestam, como episódios depressivos, que se alternam com episódios de mania. É o transtorno mental mais associado ao comportamento suicida, até 50% tentam o suicídio pelo menos uma vez na vida. O tratamento com psicoterapia e medicamentos reduz o índice de suicídio, sendo que a 1ª linha de medicamento é o lítio, pois tem uma ação antissuicído, podendo reduzir a impulsividade e a agressividade do paciente.

Avaliação do risco de suicídio:

  • Risco baixo: se caracteriza por alguns pensamentos suicidas, mas não tem nenhum plano. Nesse caso fazer a escuta acolhedora, facilitar o vínculo do sujeito e ajudar com suporte social e institucional, além do tratamento do transtorno psiquiátrico. Referenciar o paciente se não houver melhora.
  • Risco médio: caracteriza-se por pensamentos e planos suicidas, mas não tem o objetivo de cometer suicídio instantaneamente. É necessário fazer escuta terapêutica, tomar cuidado com meios de cometer suicídio no ambiente; investir nos fatores protetivos, manter contato com amigos e família do paciente para apoiá-lo. Referenciar para o especialista e orientar sobre medidas de prevenção, como esconder objetos perfurocortantes, cordas e medicamentos.
  • Risco alto: caracteriza-se por ter o plano feito e deseja faze-lo imediatamente, além de tentativas prévias de suicídio. É importante nunca deixar a pessoa sozinha; ter cuidado com meios de cometer suicídio no ambiente e realizar contrato de “não suicídio”. Encaminhar para psiquiatra e se necessário internar.

 

Caso tenha interesse em ler o documento por completo ou se aprofundar na temática, acessar o documento pelo link: http://www.flip3d.com.br/web/pub/cfm/index9/?numero=14#page/1

 

Escrito pela Liga Acadêmica de Saúde Mental (LISMEN)


Principais pautas da gestão 2021 CAMBLU:

AGOSTO

SOLAM (e SECIMED): O II Simpósio de Ligas Acadêmicas será realizado em outubro, mantendo-se o formato da primeira edição: online, com apresentação de casos clínicos que posteriormente são esclarecidos pelos professores. Além disso, os temas abordados serão escolhidos por cada liga. 

A SECIMED estava sendo planejada para ocorrer em outubro, após muitos debates havia sido decidido manter apenas a apresentação de trabalhos científicos de forma online, entretanto, optou-se por adiar novamente o evento para o próximo ano, com o objetivo de realizá-lo de forma presencial e em seu formato tradicional.

Proficiência em Inglês: As notas do simulado de nivelamento de inglês realizado com os alunos de medicina no semestre passado foram lançadas em um documento feito pela FURB Idiomas, e enviadas pelo departamento a todos os que participaram do teste. Além disso, foi realizada uma reunião entre o coordenador Dr. Marcelo Nogara, o CAMBLU e os alunos do novo currículo para esclarecer dúvidas e também para ouvir as opiniões dos estudantes quanto a esse requisito da grade da medicina. Após diversos posicionamentos, incluindo o do Centro Acadêmico de que a cobrança do nível B2 de Inglês em tão pouco tempo não condiz com a realidade dos estudantes, ficou decidido que será levado em pauta novamente esse assunto para o colegiado de medicina, a fim de tentar negociar a não obrigatoriedade da comprovação.

Campos de Estágio da 9ª fase: O CAMBLU, em conjunto ao CCS, redigiu um ofício para reitoria solicitando a contratação de novos preceptores para a disciplina de MFC, e posteriormente um memorando solicitando que o número de alunos por grupo fosse aumentado. Dessa forma, com o aumento de alunos por grupo não foi necessária a contratação de novos preceptores, e a carga horária poderá ser cumprida adequadamente. Outra pauta abordada foi a substituição da preceptora Dra. Karla Rodrigues, na qual o CAMBLU esteve acompanhando ativamente o processo de realocação do grupo de acadêmicos que estavam sob a tutela da professora.

Sala de Coworking: Em agosto, foram instalados os papéis de parede e os móveis na sala de coworking. Agora, o próximo passo é a instalação elétrica no local, e por fim uma limpeza geral, para que o ambiente esteja pronto para a inauguração. 

Filantropia e Voluntariado: O voluntariado do CAMBLU está trabalhando em duas causas principais: a arrecadação de brinquedos para as crianças do CER, e auxílio para o caso da menina Maitê. Além disso, o CAMBLU formou mais uma parceria com o projeto PICS na escola para a continuação da “Terapia de florais” e para o novo projeto “Terapia de Reiki”, sem custo para os acadêmicos.

31 anos CAMBLU: Em 22 de agosto, o CAMBLU completou 31 anos de história, e para homenagear o Centro Acadêmico, alguns membros da gestão entraram em contato com antigos presidentes e com a atual presidente Camila Ceruti, que gravaram vídeos falando sobre a experiência vivida na gestão. Os vídeos foram postados no Instagram do CAMBLU e estão salvos na sessão de destaques do perfil. 

Saúde mental + Setembro Amarelo: Para marcar o mês de setembro, que é voltado para a conscientização da Saúde Mental e Prevenção do Suicídio, o CAMBLU organizou posts e atividades para o Instagram, para interagir e dialogar com acadêmicos, além de textos para o blog. Contamos também com atividades gratuitas disponíveis aos estudantes, como a Terapia de Florais e a Terapia com Reiki, em parceria ao projeto de extensão PICS na Escola.

Retorno das aulas presenciais: Com a mudança decretada pelo Governo de SC para o distanciamento mínimo de 1 metro, as salas de aula na FURB encontram-se aptas para a volta do modelo de aulas totalmente presenciais. No entanto, a Nota Oficial em vigor ainda é a de nº 24, que determinava o método onlife. Com isso, ainda não é obrigatório que todos os alunos estejam presencialmente em sala de aula, mas o ideal é que o professor esteja presente e grave as aulas. O CAMBLU segue fiscalizando e atuando no processo de retorno.

Podcast MEDFURB ON e BLOG DO CAMBLU: você já conferiu o novo podcast lançado pelo canal MEDFURB ON, uma parceria do CAMBLU com a IFMSA Brazil FURB? Neste mês, em especial, o dia do cardiologista ficou marcado pelo podcast da Liga de Cardiologia. Além disso, o blog foi atualizado com os textos “Você sabe quais são as vantagens do voluntariado em pesquisas científicas na sua graduação?” por Ana Luiza de Moraes G. Boaventura, acadêmica do sexto período; e “O Internato na Medicina: um relato de experiência”, por Bruna Letícia Schneider – Acadêmica da 12ª fase, assuntos de suma importância.

Escrito por Laura Spengler Zen, secretária geral do CAMBLU, e Thainá Scheffer Gava,  secretária adjunta do CAMBLU, alunas da quinta e quarta fase da medicina FURB.


O Internato na Medicina: um relato de experiência

Em um momento você está comemorando sua aprovação no vestibular, postando foto do nome no listão e recebendo parabéns de todo mundo ao seu redor. Você pisca e, de repente… bem-vindo ao internato médico!

Acho que o internato é um ciclo da faculdade que todos esperam ansiosos, e chegar a esse ponto é uma etapa de realização bastante importante. Na minha percepção, ele chegou devagarzinho, mudando pouco as escalas de estágios… mas aos poucos, durante a nona fase, já foi mostrando a que veio. Na MFC temos bastante oportunidade de bater o martelo e estipular a conduta dos nossos pacientes. Por mais que às vezes não nos sentimos seguros, principalmente no começo, ao menos conseguimos exercer nosso raciocínio clínico e propor uma conduta. Assim que nós começamos, devagarzinho, a nos sentir um pouco “médicos”.

A carga de responsabilidade vai aumentando conforme os semestres avançam. Na urgência e emergência aprendemos a ser úteis dentro de um hospital, pensar rápido, solucionar alguma coisa – nem que seja ligar para o laboratório ou achar alguém – e a “tocar ficha”. Na clínica médica temos o momento de brilhar (ou não) com a dra. Grazi nas visitas, sendo responsáveis pelos nossos pacientes, sabendo prescrições e condutas de cor. É nesse momento que conseguimos ver, mesmo que estejamos falhando bastante, o quanto crescemos na faculdade. Na clínica cirúrgica podemos fazer procedimentos, entrar em cirurgias, morrer de dor nas costas, exercitar a memória lembrando do material que foi usado nos pacientes para descrever depois, e por aí vai a lista.

E na última das fases temos a oportunidade de lidar com os pacientes mais difíceis (e mais fofos) da medicina, as crianças! Elas que dão um show de força em qualquer um que tente segurar, que são recordistas de 100 metros rasos contra agulhas e que nos ensinam a importância de saber ser bom de conversa e negociação. Também é o momento de entrar mais uma vez no universo da GO, dessa vez conhecendo a obstetrícia de pertinho – de pertinho mesmo, acompanhando mulheres em trabalho de parto, auxiliando em partos normais, cesáreas, ficando craque em cardiotocografia e em achar BCF.

Esses últimos dois anos são os mais intensos, exaustivos e exigentes durante a faculdade, principalmente por causa da carga de responsabilidade que vem de brinde. Mas, além disso, também trazem muito aprendizado (porque enfim você consegue colocar as coisas em prática) e os momentos mais memoráveis da faculdade. Vou aproveitar o espacinho aqui para dizer que se vocês gostaram do relato e quiserem acompanhar um pouquinho mais do internato, convido para conhecerem meu Instagram acadêmico: @littmann_corderosa! Lá eu mostro um pouco da rotina e falo sobre os estágios da faculdade também.

Com carinho, e muito grata ao CAMBLU pelo espaço.

Escrito por Bruna Letícia Schneider – Acadêmica da 12ª fase.


Você sabe quais são as vantagens do voluntariado em pesquisas científicas na sua graduação?

Pois bem, eu resolvi escrever esse texto para contar um pouco da minha história como voluntária em pesquisa e apontar alguns motivos pelos quais você deveria considerar esse tipo de experiência.

A pesquisa da qual eu participei era do grupo de Neurociência e Comportamento da FURB e envolvia cuidados diários de animais e testes bioquímicos e comportamentais. No primeiro momento, além de dar comida e água aos animais e fazer a limpeza das suas caixas de habitação, também ajudei na indução e no tratamento da doença, o que consistia em, respectivamente, fazer aplicações intraperitoneais e administração via oral de um possível tratamento. Nesse momento, pude desenvolver habilidades em técnicas muito semelhantes às da área da saúde humana, bem como a responsabilidade do cuidado e a busca por conhecimentos extras para que meu trabalho fosse o mais eficiente possível. Vale a pena lembrar que a pesquisa seguiu normas éticas e sempre se preocupou com o bem-estar dos animais.

No momento final da pesquisa, foi possível auxiliar na execução dos testes, o que também proporcionou grandes novos ensinamentos e reflexões sobre os resultados encontrados, contextualizando conteúdos previamente apreendidos na minha graduação.

Foi uma experiência e tanto! Ajudar nas tarefas foi muito agradável, o que não é de se estranhar já que a pesquisa é algo que envolve o aluno e acrescenta muito em sua formação. Além do que já falei até aqui, essa oportunidade permitiu expandir minha rede de contato dentro da Universidade e aprimorou minha comunicação e capacidade de trabalho em grupo. Ainda, conhecer um pouco do mundo da pesquisa me incentivou a escrever trabalhos e apresentou mais um campo de atuação possível dentro da minha futura profissão.

E qual a vantagem em participar como voluntário?

O interessante dessa modalidade é que o tempo dedicado pelo voluntário ao trabalho é bem menor do que em comparação ao do bolsista, o que pode ser bem atrativo e facilitar que o aluno faça outras atividades durante a graduação. Além disso, conseguir um cargo voluntário é bem mais simples do que uma bolsa com ganho financeiro, em que é necessário passar por processos para a aprovação nessa categoria.

Como fazer para ser um voluntário em pesquisa?

De maneira geral, você pode mostrar interesse diretamente com um professor orientador de uma Iniciação Científica (IC). No site da FURB você pode encontrar informações mais detalhadas sobre o programa e uma lista dos professores que orientam projetos de IC, bem como seus temas de pesquisa. Após o contato com o professor, se sua participação for aceita, será feita sua inscrição no Programa de Iniciação Científica Voluntária para que a experiência se inicie. No final do tempo de voluntariado, você ainda pode solicitar uma declaração de participação ao orientador.

Enfim, esses são apenas alguns dos inúmeros benefícios dessa oportunidade.
Claro que como voluntário a pessoa pode não conseguir participar de todos os passos da pesquisa, mas essa ainda continua sendo uma chance incrível de enriquecer seu currículo e sua formação.

E aí? Bora ser voluntário em pesquisa?

Link para a lista de orientadores de IC.

 

Escrito por Ana Luiza de Moraes G. Boaventura, acadêmica do sexto período.


Principais pautas da gestão 2021 CAMBLU:

ABRIL/MAIO/JUNHO

 

Projeto Conversação em Inglês e Proficiência nível B2: Para auxiliar os alunos a manterem e aprimorar a fluência no idioma, o CAMBLU deu continuidade ao projeto Conversação em Inglês, o qual foi iniciado durante o ano de 2020. Dessa forma, durante o semestre ocorreram 6 encontros online quinzenais, mediados pelas professoras Júlia W. Buss e Catarine Chinazzo. Os temas foram voltados para a medicina e os alunos participantes receberão certificação. O projeto, apesar de não ser um curso de idioma, auxilia os alunos a manterem a segunda língua ativa e contribui para os acadêmicos do novo currículo, que precisarão comprovar proficiência nível B2 em inglês ao final da faculdade. 

Além disso, o CAMBLU negociou com a FURB Idiomas, e conseguiu que fosse feito um nivelamento dos alunos,  a fim de entender quantos precisarão de aulas para alcançar a proficiência exigida e o que poderá ser feito para auxiliá-los. A correção das provas ainda está sendo realizada e as notas serão divulgadas em seguida.

Armários da Saúde: Apesar de ter ocorrido um atraso na entrega, os Armários da Saúde já estão disponíveis nos andares do Bloco J do Campus 1 da FURB desde o mês de maio. Todos os estudantes da área da saúde poderão usufruir desse recurso, e deverão apenas usar seus próprios cadeados para trancá-los.

Sala de Coworking: O CAMBLU está envolvido na reforma de uma nova sala de convívio para os acadêmicos do curso. Na sala de Coworking, os alunos disponibilizarão de um local exclusivo para estudos, enquanto a sala de Convivência permanecerá como ambiente para convívio social e descanso desses. A nova sala, que também se localiza no Edifício Cristiana, está em processo final de mobília e em breve estará disponível para uso.

Vacinas contra H1N1 e COVID-19: Após grande parte dos acadêmicos de 3ª a 8ª fase terem conseguido se vacinar contra a COVID-19, o CAMBLU continuou negociando com a Secretaria Municipal de Saúde (SEMUS) para que os alunos que ainda não tinham se vacinado também conseguissem. Após alguns trâmites ao longo do semestre, a SEMUS finalmente liberou para que o restante dos estudantes se vacinassem, assim como os alunos da turma que entrará na 3ª fase no próximo semestre, para a disciplina de Semiologia. Além disso, o CAMBLU também negociou com a SEMUS para que os alunos de 3ª a 8ª fase pudessem se vacinar contra a H1N1, e a vacinação estará liberada até o mês de agosto, sendo que os alunos que desejam se imunizar devem agendar no site da prefeitura, e levar um documento com foto e a listagem de acadêmicos impressa no momento da aplicação.

Projeto Treineiros: Em junho, foi dado início ao processo seletivo para os novos treineiros do CAMBLU. Os candidatos responderam a um formulário com algumas perguntas discursivas, que englobava os interesses, as expectativas e as vontades desses como possíveis membros do CAMBLU. Os membros da gestão 2021 avaliaram todas as respostas sem saber quem eram os candidatos, e ao final da votação, foram escolhidos três treineiros para o segundo semestre de 2021: Bruno Francisco Pawlak, Julia Westarb Buss e Maria Eduarda Ponticelli.

Ajude um Idoso: O projeto “Ajude um idoso”, que ocorreu no período de abril à maio, teve como objetivo arrecadar doações – em alimentos e produtos de higiene – para lares de idosos na cidade de Blumenau. Diversos pontos de coleta foram distribuídos pela cidade e arredores da FURB, e as arrecadações foram destinadas aos lares “Lar Menino Jesus” e “Casa de Repouso Continuando a Vida”.

SECIMED: Após um ano sem a realização da Semana Acadêmica devido à pandemia, a comissão organizadora foi atualizada e retomou-se o planejamento do evento. Pretende-se realizar um evento presencial ao final do mês de outubro, respeitando o calendário vacinal do estado e com todas as medidas protetivas.

Site e email do CAMBLU: o site do CAMBLU, principal fonte de informações sobre o Centro Acadêmico e o Curso de Medicina, recebeu algumas atualizações acerca dos Trabalhos de Conclusão de Curso e Estágios Optativos, diversas informações foram renovadas como a lista de professores orientadores, e recomendações para a escolha dos estágios. Além disso, o CAMBLU após muita negociação com o DTI, conseguiu que seu email fosse liberado novamente. O instrumento que há 4 anos não era mais utilizado, irá constituir uma nova forma de comunicação oficial do Centro Acadêmico com os alunos e professores.

Retorno da SEMUS: O CAMBLU escreveu um ofício direcionado à SEMUS suplicando pelo retorno das ESF para as turmas que não sejam do internato. A princípio, a Secretaria de Saúde liberou essas estruturas apenas para os alunos de 7ª e 8ª fases, que são prioridade pois entrarão no internato em breve. Após a melhora no quadro da pandemia, as aulas deverão retornar gradualmente nesses locais para as turmas menores. 

Carta ao HU: O Centro Acadêmico redigiu uma carta para o Comitê de COVID da FURB solicitando que fossem alterados os protocolos de higienização do Hospital Universitário (HU), com o intuito de agilizar o processo de limpeza dos consultórios entre um paciente e outro, e, dessa forma, aumentar o número de pacientes atendidos pelos alunos no HU. Ainda não houve conclusão quanto ao que será feito, mas o CAMBLU e o Centro de Ciências da Saúde estão na tentativa de facilitar as consultas.

 

Escrito por Laura Spengler Zen, secretária geral do CAMBLU, e Thainá Scheffer Gava,  secretária adjunta do CAMBLU, alunas da quinta e quarta fase da medicina FURB.


Principais pautas da gestão 2021 CAMBLU:

JANEIRO/FEVEREIRO/MARÇO

 

Vacina: Após muito esforço do CAMBLU, foi autorizada a vacinação dos acadêmicos, em um primeiro momento, dando prioridade aos alunos cursando o Internato. Após a maior parte dos alunos do Internato terem sido contemplados com a vacina, o CAMBLU continuou cobrando e lutando para que os outros alunos, que também frequentam hospitais e outros locais de estágio, também tivessem o direito de receber a vacina. Após o encaminhamento de um ofício redigido pelo Centro Acadêmico, a prefeitura e o governo do estado autorizaram a vacinação dos alunos de Medicina a partir da 3ª fase, assim como dos alunos de outros cursos da área da saúde. 

Cerimônia do jaleco: Devido à pandemia da Covid-19, as cerimônias do jaleco das turmas 52 e 53 não puderam ser realizadas. Após conversas do CAMBLU com os líderes das turmas, ficou decidido que as cerimônias serão realizadas de forma presencial, posteriormente, quando a situação da pandemia estiver melhor. Para compensar a falta da Cerimônia, o CAMBLU produziu um vídeo de dicas sobre o curso para recepcionar e acolher os novos calouros.

Tasy: Devido à dificuldade encontrada por muitos acadêmicos em lidar com o sistema de prontuários Tasy, o CAMBLU entrou em contato com os responsáveis pelo sistema e conseguiu realizar uma aula, ministrada pelo Dr. Luiz Haertel, criador do sistema. O evento foi gravado, e ficou disponível para os alunos que não puderam comparecer. A versão apresentada pelo palestrante é uma versão atualizada do sistema, que logo entrará em vigor nos hospitais.

Patrimônio CAMBLU: Conforme demanda dos acadêmicos que utilizam a salinha da medicina no Hospital Santa Isabel, o CAMBLU realizou a compra de uma nova garrafa térmica e de uma sanduicheira para uso coletivo como patrimônio do Centro Acadêmico. Além disso, também está sendo feito um orçamento para o concerto da cafeteira Dolce Gusto presente na mesma sala. O CAMBLU também recebeu doações de livros de medicina para a salinha de coworking, e está orçando preços para instalar uma prateleira que possa alojá-los.

Segundo Idioma: Chegou ao conhecimento do CAMBLU que, no novo projeto pedagógico do curso de medicina, vigente desde 2019/2, é necessário que todos os alunos comprovem proficiência de nível B2 na língua inglesa até o fim da 9ª fase do curso. Com isso, o CAMBLU passou a investigar se existem recursos para auxiliar os alunos que não atingiram esse nível ainda. Uma das ferramentas que serão utilizadas para colaborar com esta pauta é a conversação em inglês, que já vinha ocorrendo no ano de 2020, e deve voltar a acontecer em 2021. Além disso, o CAMBLU entrou em contato com o FURB Idiomas para tentar uma possível parceria, e conseguiu um simulado para que todos os estudantes de medicina testem seus níveis de inglês, para descobrir se precisam aprimorá-lo ou não. Atualmente, o CAMBLU enviou um ofício para a reitoria da FURB questionando a possibilidade de incluir a matéria de inglês como optativa no curso de medicina, ou então de retirar o custo desse curso para os estudantes do currículo novo, tendo em vista que não é possível alterar o projeto pedagógico retirando a obrigatoriedade de comprovação. A princípio, enquanto não houver avanço nessa pauta, os estudantes possuem o direito a prorrogar essa comprovação até a 12ª fase.

Ligas Acadêmicas: O CAMBLU esteve em contato com a DAEX da FURB para regularizar e alinhar algumas questões das ligas acadêmicas no curso de medicina.  Ademais, está sendo criado um drive para reunir todos os documentos das ligas acadêmicas, além do calendário, que visa organizar melhor os eventos, para que não haja conflito de datas e horários iguais.

Voluntariado: O ano letivo já começou com muitas campanhas de filantropia. O projeto Construindo Futuros, que aconteceu em março, conseguiu arrecadar 281 livros para doação a escolas públicas de Blumenau. O objetivo desse programa foi incentivar o estudo de jovens carentes para o vestibular, e três escolas foram beneficiadas com as doações. Além disso, o projeto Ajude um Idoso irá começar em abril, e visa arrecadar alimentos e produtos de higiene para os lares de idosos “Continuando a Vida” e “Menino Jesus”. Após essa campanha ser concluída, será iniciado um projeto relacionado a ela, que visa auxiliar na saúde mental dos estudantes de medicina, disponibilizando florais para os alunos interessados. Para isso, os alunos que desejam ser beneficiados deverão fazer uma doação ao projeto Ajude um Idoso. 

 

Escrito por Laura Spengler Zen, secretária geral do CAMBLU, e Thainá Scheffer Gava,  secretária adjunta do CAMBLU, alunas da quarta e terceira fase da medicina FURB.

 

 


Principais pautas da gestão 2021 CAMBLU:

DEZEMBRO:

CNPJ do CAMBLU: No mês de dezembro, foi enviada a documentação dos novos integrantes da gestão de 2021 do Centro Acadêmico para a contabilidade. A partir disso, o CAMBLU está aguardando uma resposta da Receita Federal, para que se possa dar continuidade ao processo de regularização do CNPJ.

Revista da Saúde:  A Revista Integrativa da Saúde, idealizada pela Gestão Plus+ 2020, já possui uma página do site do portal de periódicos da biblioteca FURB. A revista ainda não foi indexada, e ainda não tem uma data específica para a primeira edição, mas no início do próximo ano será aberto o edital para a submissão de trabalhos. A revista será trimestral e a primeira edição contará com 60 trabalhos inéditos.

Modernização do Câmpus V: O CAMBLU esteve em contato com o pró-reitor, Jamis, explicando a situação dos computadores do câmpus V, que apresentam lentidão no trabalho. Foi decidido que os SSD dos computadores serão substituídos por novos, o que facilitará muito o trabalho dos estudantes. Esses aparelhos já foram comprados, e em março, o CAMBLU e Jamis voltarão a se encontrar para finalizar a pauta.

Armários da saúde: O CAMBLU coordenou o processo dos armários da saúde, que no mês de dezembro teve a licitação finalizada e revisada pela procuradoria da FURB. Foi informado também, ao CAMBLU, que os armários serão comprados em fevereiro de 2021, e em breve será publicada uma arte informativa sobre a pauta.

CAMBLU Mulher: Essa pauta, idealizada ainda na gestão PLUS+, trata-se da criação de uma aba no site do CAMBLU, com a finalidade de facilitar as denúncias de assédio dentro do curso de medicina da FURB. As denúncias serão encaminhadas para a psicóloga da FURB, e haverá contribuição do DCE, que já possui um projeto um projeto semelhante. As vítimas receberão todo o apoio e suporte!

Homenagem aos veteranos: Como forma de homenagear os formandos de 2020/02 que fizeram parte de gestões passadas do CAMBLU durante o curso, foram compradas peças de cristal 3D com o nome, a logo do CAMBLU e uma frase de agradecimento para esses ex-alunos. Agradecemos imensamente pela contribuição ao curso de Medicina enquanto participantes do Centro Acadêmico.

Disciplina optativa: Foi sugerida, pelo professor Rinaldo, a criação de uma disciplina optativa no currículo da medicina com enfoque no atendimento a pacientes por telemedicina, levando em consideração o contexto da pandemia, que abreviou algumas formas de trabalho para serem mediadas por tecnologia. Esse projeto seria aplicado, então, às 7ª e 8ª fases do curso, caso haja demanda e interesse por uma quantidade considerável de alunos. O CAMBLU conversou com o professor Rinaldo para tirar algumas dúvidas e esclarecer pontos importantes sobre a possível futura matéria, a fim de que fique claro para os estudantes do curso quando for realizado o formulário de adesão.

Avaliação de líderes: Foi encaminhado um formulário do Google Forms para todas as turmas do curso de Medicina da FURB a fim de valorizar o trabalho feito pelos representantes de turma neste ano. Nesse formulário, foram feitas perguntas a respeito do desempenho dos líderes, sobre a suficiência do número de líderes em cada turma, além de um espaço para elogios e sugestões! Sua participação é muito importante.

Planilha sobre reposição de aulas: Está sendo elaborada uma planilha com informações sobre todas as aulas práticas, de todas as fases do curso, que não puderam ser realizadas este ano devido à pandemia. Dessa forma, o CAMBLU pretende ter em mãos essas informações no mês de Janeiro para poder organizar com o departamento do curso os planos de reposição das aulas. 

 

Escrito por Laura Spengler Zen, secretária geral do CAMBLU, e Thainá Scheffer Gava,  secretária adjunta do CAMBLU, alunas da quarta e terceira fase da medicina FURB.

 

 


A LEITURA COMO UM REFÚGIO EM TEMPOS DIFÍCEIS

“Adquirir o hábito da leitura é construir para si mesmo um refúgio de quase todas as misérias da vida”

Somerset Maughar

Sem dúvidas uma de minhas primeiras memórias da infância é a de minha mãe me ensinando a ler em casa aos quatro anos de idade. Desde então, a leitura sempre foi muito presente na minha vida e ao longo do tempo se tornou uma grande paixão. Durante o período em que estava me preparando para o vestibular, minhas leituras ficaram voltadas para os livros das listas dos vestibulares que eu iria prestar, e por falta de tempo, acabei deixando de lado e me afastando da leitura de livros de outros gêneros, como um bom romance (meu gênero favorito).

Depois que saí do ensino médio, realizei meu maior sonho de entrar no curso de medicina da FURB em 2019. Durante o primeiro ano da faculdade, com tantas novidades e com tanto conteúdo para estudar dentro de uma realidade totalmente nova, também me vi lendo pouquíssimos livros que não estivessem inseridos dentro do contexto acadêmico. Desta forma, eu sempre acabava aproveitando o tempo livre das férias para ler bons livros sem que isso fosse uma obrigação.

Desde o início da pandemia e da quarentena, me vi em uma realidade sem antecedentes e que nunca imaginei que passaria, e apesar de as aulas terem continuado e de termos tido muito conteúdo para estudar, o tempo que antes era escasso, começou a se tornar cada vez mais vazio e com espaços livres. Comecei a me ver cada vez mais estressada com a realidade de tantas tragédias sendo noticiadas diariamente, e nesse contexto, o exercício físico e os livros acabaram se tornando uma verdadeira válvula de escape para mim. Li alguns livros extremamente prazerosos e fluidos, que me fizeram sair um pouco da realidade e me sentir dentro da história de cada um. Também nesse período comecei a seguir um Instagram de um clube do livro, o que me incentivou ainda mais a querer explorar o mundo literário. Com certeza a leitura me ajudou e continua me ajudando durante a quarentena, pois além de expandir inconscientemente o meu vocabulário e a minha facilidade de escrita, consegue me fazer viajar em histórias incríveis e melhorar a minha saúde mental.

Assim, minha intenção ao fazer esse post está justamente em te convidar a também ler um livro. Não sobre conteúdos acadêmicos, não sobre as notícias do dia e nem sobre alguma de suas obrigações. Mas sim, de um gênero que você realmente goste, algo que realmente te faça bem, que te traga prazer e que te faça se sentir feliz (e por que não, talvez explorar algum gênero que você nunca tenha se aventurado 😊).

Para ajudar, vou deixar aqui uma pequena lista de alguns dos meus livros favoritos ou que estão na minha lista de próximas leituras: É assim que acaba – Colleen Hoover; O sol é para todos – Harper Lee; Enquanto eu respirar – Ana Michelle Soares; Amor e Gelato – Jenna Evans Welch; Flores para Algernon – Daniel Keyes; Minha História – Michelle Obama.

Espero que te ajude e que você esteja bem durante este período tão conturbado de nossas vidas. Cuide-se!


Escrito por
Julia Klaumann, 18 anos, acadêmica da terceira fase e secretária da Liga Interdisciplinar de Saúde da Mulher.

 


A BULA DO ESTUDANTE DE MEDICINA

Você, estudante de medicina, quando ainda estava prestando vestibular, já recebia várias “bulas para o sucesso”, espécies de receitas milagrosas que o orientavam a estudar pelo menos 10 horas por dia, resolver simulados toda semana, e por aí vai… até porque “estude enquanto eles dormem e viva o que eles sonham”, não é mesmo? Caso você não consumisse as doses recomendadas desse medicamento milagroso, o efeito colateral seria a reprovação no vestibular e o sentimento de incapacidade. Quando você finalmente conseguiu a tão sonhada vaga em medicina, floresceu o sentimento de que agora sim, um novo mundo… mas não, as receitas continuaram a atormentar suas noites por meio de discursos no estilo “Você deve aproveitar todas as oportunidades, mesmo que não tenha tempo; precisa participar de uma liga acadêmica, mesmo que ainda não se identifique com nenhuma; precisa participar de pesquisas e elaborar projetos, aliás os professores precisam saber o seu nome, né?”. São esses ideais que despertam novamente o medo de um amanhã que nem sequer ainda existe, isso tudo acompanhado de um “Ué, não era o seu sonho? Achou que virar médico seria fácil?”.
Seria hipocrisia falar sobre o processo de “virar um médico” e dizer que será rápido e fácil, mas algo pouco falado para você, estudante de medicina, é que não há necessidade de seguir essa “bula do sucesso” para alcançar o seu objetivo, até porque os objetivos das pessoas não são os mesmos, logo, o caminho a ser percorrido também não. As verdadeiras bulas que precisam ser seguidas são as dos medicamentos essenciais à vida: o amor e a determinação. E qual é a composição desses medicamentos? 1 cápsula de paixão, sonho, autoconhecimento e respeito. Os efeitos são intensificados quando o consumo é acompanhado de muito estudo, doses de diversão e inspiração. Além disso, eles devem ser ingeridos sem moderação e por tempo indeterminado. Ao consumir essa medicação, você, estudante, deve estar ciente de que durante a caminhada que é a faculdade, o que o tornará qualificado não é apenas a nota em anatomia ou a participação em uma pesquisa, mas também a consciência de que cada pessoa tem diferentes anseios e concepções de sucesso. Então qual o sentido de perder a sua saúde mental para atingir um objetivo que nem é seu? Isso quando você já é bom o suficiente assim, do seu jeitinho, com a sua determinação, no lugar onde você, por algum motivo do universo, deve estar, com as pessoas certas, no momento certo. Nem sempre tudo o que interessa é o resultado final, mesmo porque quando o final chegar, o que importa é ser e ter sido feliz dentro das suas concepções de felicidade.

Escrito por Bruna Milene Priotto, aluna da segunda fase da medicina FURB.

 


Dez dicas simples para tornar o mundo melhor

Você já parou para pensar em como melhorar o dia de alguém? Inicialmente você pode ter respondido “sim, mas é tão difícil”. Ou “não, tenho meus próprios problemas para me preocupar”. É muito mais fácil pensarmos em como agradar o outro com pequenas atitudes do que a nós mesmos. E, ao melhorar o dia daqueles que convivemos, melhoramos o ambiente em que estamos e, com isso, nos tornamos mais felizes indiretamente. Cuidar do bem-estar e da saúde mental é tão importante quanto cuidar da saúde física, tendo efeitos sensacionais para a nossa vida. Se cada um ajudar ao próximo com empatia, em breve teremos uma sociedade muito melhor para viver. Depende de cada um, pois somos responsáveis por nós mesmos, não temos poder sobre as atitudes e pensamentos do próximo. Então, vamos melhorar aquilo que conseguimos e não tentar mudar o outro. Claro que isso deve ser feito sem nenhuma expectativa de retorno, pois ela está em nós e não no outro. Costumamos nos frustrar muito se fizermos algo embasados nela, pois as expectativas são sempre maiores que a realidade. Pensando nisso, elaborei 10 dicas para te ajudar nesse período de distanciamento social e que podem fazer toda a diferença para o outro.

1º) Iniciamos com a mais importante, observe quem você quer agradar. Preste atenção no que a pessoa precisa, no que ela fala, no que ela gosta, para, então, saber quais atitudes irão realmente agradar e melhorar o dia dela.

2º) Outra dica legal é preparar algo que a pessoa gosta para comer ou beber. Não precisa ser um expert na cozinha, às vezes um simples suco com sanduíche ou café com as bolachas favoritas já mudam o dia de alguém. Isso acontece pela gentileza em si, não pelo que foi efetivamente fornecido.

3º) Se você tem dons artísticos, faça um desenho, escreva um poema. Isso mostra que você dedicou tempo e atenção para fornecer um presente feito inteiramente por você.

4º) Costure aquela camisa rasgada ou passe aquela roupa que a pessoa gosta, mesmo que vocês não tenham o hábito de passar as roupas ou que cada um cuide da sua. Caso ela resolva usar, já estará pronta e ela irá se surpreender quando pensar em pegar a peça.

5º) Coloque a música favorita dela para tocar. Geralmente quando ouvimos nossa música favorita, imediatamente mudamos nosso humor, pois nos remete a lembranças felizes, automaticamente alterando nossa vibração.

6º) Dê flores ou chocolates. Pode ser uma rosa, um buquê, uma violeta ou um bombom. Não precisa ser caro, novamente, é o ato em si de tentar melhorar o dia da pessoa que importa, não o presente fornecido.

7º) Se vocês estiverem isolados juntos e não estiverem com risco ou suspeita de estarem contaminados por covid-19, dê um abraço demorado. Isso sempre conforta o coração e relaxa os músculos, comprovadamente liberando endorfinas, que nos deixam felizes. Se estiver longe, ligue ou faça uma vídeochamada para ver como a pessoa está e dizer que lembrou dela.

8º) Falando em endorfinas, façam alguma atividade física juntos. Pode ser uma caminhada (de máscara) próximo de onde vocês moram ou trabalham, ou uma videoaula de zumba, de Crossfit, de dança, de yoga – vale o que agradar a ambos. No mínimo vai gerar boas risadas.

9º) Leiam um livro ou assistam um filme ou série juntos. Observe qual o gênero favorito da pessoa e sugira alguma obra indicada por quem entende do assunto (há vários sites com dicas e sugestões). Vale comédia, suspense, ficção, ação, romance. Sugiro evitar as obras de terror, pois nos deixam mais tensos do que relaxados, mas se isso fizer a ambos felizes, por que não?!

10°) E por último, mas não menos importante: nunca faça algo que não gosta apenas para agradar o outro, você precisa respeitar as suas vontades e se valorizar também. Deixar o dia do outro mais feliz não significa se forçar a fazer algo que te desagrade ou te deixe infeliz. Saiba respeitar os limites de ambos, para poder atingir o objetivo de tornar o ambiente mais leve e feliz para o convívio.

Melhorando o dia das pessoas que nos cercam e que conhecemos, poderemos realmente melhorar a nossa sociedade e o mundo, em uma verdadeira corrente do bem.

Blumenau/SC. 24/07/2020

Escrito por Gabriela Guimarães Kuss, graduada em Medicina pela Furb em 2012, especialista em Medicina de Família e Comunidade desde 2018, pós-graduada em Preceptoria de Medicina de Família e Comunidade pela UFCSPA em 2019. Trabalha como Médica da ESF Geraldo Sobrinho 3 desde 2014. Professora da Furb desde 2017 e da Residência de MFC desde 2018 em Blumenau/SC.

 


Os dias que viraram meses: novas percepções sobre a quarentena.

 

Escrito por André Henrique Mizoguchi, Profª Dra. Daniela Maysa de Souza e Priscilla Luiza Silveira

Álcool em gel, lavagem das mãos, distanciamento social, ambiente ventilado e uso de máscara: recomendações rotineiras e desgastantes presentes no nosso novo cotidiano. A quarentena que iria durar alguns dias logo se transformou em semanas e, de repente, estamos assim há quatro meses. Enquanto pesquisadores do mundo inteiro buscam por uma vacina, aguardamos seguindo os cuidados recomendados.

O que de ruim aconteceu (e que ainda acontece) já sabemos: aumento do número de casos de COVID-19, óbitos, internações, desvio de dinheiro, negação da população, crise econômica e política, uma infinidade de tragédia nos jornais a todo instante. E somado a isso, sentimos ainda a necessidade de manutenção da nossa saúde mental e de nos reinventarmos em meio ao caos. Reinventar o convívio social com o uso de tecnologias, conciliar a rotina de estudos, parceiros, trabalho (home office) e família. Ah, e lembrarmo-nos do álcool em gel, de lavar as compras do mercado, etc.

Em meio a tanta negatividade e incertezas acadêmicas, econômicas, políticas, sociais, sanitárias e comportamentais: será que conseguimos observar algo de bom acontecendo conosco nesta quarentena? Ao inserir um pouquinho de esperança e otimismo em nossos dias, nos indagamos: o que os acadêmicos de Medicina da FURB estão fazendo de bom neste período de isolamento social? Partindo destes questionamentos, pedimos aos acadêmicos que pontuassem percepções positivas decorrentes deste período tão atípico que estamos vivenciando. Afinal, compartilhar um pouquinho de positividade pode alegrar o nosso dia!

Enviamos via grupos de WhatsApp o link de um questionário desenvolvido na plataforma Google Forms contendo os seguintes questionamentos: “que aspecto positivo aconteceu com você durante a quarentena?” e “quais hábitos desenvolvidos na quarentena você levará para o período pós-pandemia?”. Com isso, recebemos 49 respostas, sendo 75,5% de estudantes do ciclo básico, 12,2% do clínico e 12,2% do internato. O público respondente foi predominante feminino (36 acadêmicas), contra 12 acadêmicos do sexo masculino. Entre os respondentes, somente 12,3% estão morando sozinhos durante a quarentena e o restante encontra-se em companhia da família (87,8%).

  • A análise temática permitiu a seguinte categorização:
Aspectos positivos durante a quarentena Hábitos pós-pandemia
·         Alimentação

·         Família

·         Exercício físico

·         Leitura

·         Descanso/qualidade do sono

·         Autoconhecimento/autoestima

·         Eventos online

·         Estudos online

·         Outros

·         Alimentação

·         Higiene

·         Exercício físico

·         Leitura

·         Eventos online

·         Disciplina

·         Outros

Algumas reflexões a partir dos resultados

O isolamento social nos afastou de eventos acadêmicos, festas e confraternizações. No entanto, representou um incentivo para que quem morasse sozinho pudesse retornar ao seio familiar e aproveitar uma temporada mais longa junto aos mimos que só o lar nos fornece. Vários alunos relataram como positivo o tempo maior junto à família, destacando relações mais afetuosas neste período de aproximação. Acreditamos que estar inserido em um ambiente acolhedor seja o primeiro passo para alcançar a saúde mental em tempos de pandemia – e isto vale inclusive para quem não voltou para “casa”, já que não é regra haver sempre um bom convívio com a família.

Quanto aos estudos e aos exercícios físicos, é incrível observar como se puderam tirar bons proveitos. Alguns aproveitaram a pandemia para desenvolver mais disciplina e se organizaram com as aulas gravadas e eventos online. Nunca se teve oportunidade de se participar de tantos congressos, jornadas e eventos promovidos gratuitamente em outros estados. Dessa forma, muita gente usufruirá das tecnologias para aprimorá-las aos estudos e para substituir reuniões presenciais quando atingirmos o período pós-pandemia.

Para a grande maioria, o tempo de sobra foi preenchido por atividades destinadas a aumentar o autoconhecimento, a potência e a autoestima nos dias mais solitários – o cuidar de si. Admiramos muito quem aderiu aos “quarentreinos”, à meditação, ao desenho e à aquarela; outros (como eu, Mizo) aproveitaram a gordurinha extra do tempo para concluir a lista de livros, séries e filmes pendentes, além de colocar o sono em dia. Dormimos mais e nem percebemos que já se foram quatro meses de quarentena. Além disso, o tédio e o prazer de usufruir o tempo livre afloraram a nossa criatividade em torno de projetos que deixamos no meio do caminho, tais como a pintura e a música, cujos talentos relacionados encontravam-se usualmente reprimidos pela pressão e pelo cansaço do dia a dia.

De qualquer forma, o tempo adicional, somado ao distanciamento de situações estressantes, nos gerou uma reflexão mais introspectiva em busca de um bem estar mental. Até porque, indiferentemente da situação, precisamos individualmente conviver e nos suportar todos os dias – se não nos suportamos, então raramente seremos boa companhia para a solidão de alguém.

Quanto aos hábitos que poderão ser mantidos no período após isolamento social, aqueles que se referem à higiene pessoal aparecem em primeiro lugar nos relatos dos acadêmicos. Pelo menos no início desse novo período, que corresponderá ao recomeço das atividades regulares, a etiqueta do álcool em gel, o uso da máscara diante de aglomerações e a limpeza dos produtos do mercado tenderão a ser comportamentos comuns e que, aos poucos, serão afrouxados.

Disputando o segundo lugar, encontramos a culinária e os mais diversos hobbies, principalmente a leitura. Quem aprendeu novas receitas e/ou adquiriu uma alimentação mais saudável manterá suas habilidades gastronômicas ativas, nem que seja apenas nos fins de semana na companhia dos amigos (que, mesmo distantes, serão acionados por vídeochamadas, cujo uso foi apontado inclusive como um novo hábito a ser incorporado posteriormente). A prática de exercícios físicos, a administração do tempo, a disciplina e a organização estão também presentes neste cotidiano de isolamento e finalizam o ranking dos novos hábitos incorporados, revelando-se igualmente importantes para proporcionar a manutenção da saúde mental.

Diante de tantos comentários associados ao surgimento (ou ao despertar do estado de latência) de novos hobbies, percebemos o quão fundamental torna-se reservar alguns momentos pessoais para práticas que não envolvam os assuntos acadêmicos, de maneira a usufruir de novas artes ou estimular faculdades mentais até então desconhecidas. Em 1845, um cara chamado Henry David Thoreau saiu para uma quarentena de dois anos e dois meses no lago Walden e escreveu as sábias palavras: “Todo homem é senhor de um reino do qual o império terreno do czar não passa de um estado minúsculo”. Então nós, que temos o privilégio de nos isolarmos, precisamos aproveitar este momento para organizar o nosso reino, abrir as janelas e podar as plantas do nosso jardim até que enfim encontre-se um bom desfecho para a epopeia da vacina.

Escrito por André Henrique Mizoguchi (1), Profª Dra. Daniela Maysa de Souza (2) e Priscilla Luiza Silveira (3)

  1. Acadêmico de Medicina FURB – 3ª fase. Contato: amizoguchi4@gmail.com
  2. Professora substituta da disciplina ‘Interação Comunitária e tutora da disciplina ‘Integração Básico-Clínica II’.Contato: danielamaysa@furb.br
  3. Acadêmica de Medicina FURB – 3ª fase. Contato: ufpr.luiza@gmail.com

O EXTINTOR DO AMOR

Em chamas, tu me chamas pelo nome
mas como antigamente não soou.
Você tá sussurrando em meu ouvido
mas tá me dizendo que acabou.

E sigo assim,
sem sua testa colada na minha,
sem sua carícia querendo fazendo meu eu.
Mas minha memória alimenta a malícia
que tem fome de um beijo teu.

A vergonha? toda se perdeu,
teu suspiro vira combustível,
do meu fogo que tu acendeu.

E quando um amor se vai,
se apaga o brilho do olhar,
é quase tudo escuridão,
tirando o fato de eu lembrar.
O extintor do amor se orgulha em ver a solidão te ninar.

Escrito por Sophia Mariana Resende, aluna da segunda fase da medicina FURB


Bolsas e créditos na FURB

BOLSAS UNIEDU, por Camila Ceruti

O Programa de Bolsas Universitárias de Santa Catarina (UNIEDU) é um programa estadual, executado pela Secretaria da Educação, que agrega todos os programas de atendimento aos estudantes a nível de graduação, fundamentados pelos Artigos 170 e 171 da Constituição Estadual.

As bolsas ofertadas pelo UNIEDU promovem a inclusão no ensino superior de acadêmicos com dificuldades de realizar os seus estudos por ordens financeiras, e que atendem aos requisitos estabelecidos na regulamentação dos programas, com bolsas de estudo, pesquisa e extensão, integrais e parciais, para estudantes matriculados em cursos de graduação e pós-graduação presenciais, nas instituições de ensino superior habilitadas pelo MEC ou pelo Conselho Estadual de Educação e cadastradas na Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina para participarem do Programa UNIEDU.

A FURB se enquadra nessas instituições, sendo assim, seus acadêmicos possuem o direito de receber auxílio estudantil governamental. Além do apoio, as bolsas possibilitam também a mudança social dos estudantes em suas futuras carreiras.

As inscrições ocorrem de forma semestral, sob orientações da FURB, no próprio site do UNIEDU http://www.uniedu.sed.sc.gov.br/index.php/uniedu-principal. O auxílio possui validade de 1 ano ou, em caso de pesquisas, até o fim destas, podendo ser renovado, e a porcentagem pode variar de acordo com a carência de cada aluno, comprovada via documentação. Dentre os itens solicitados, pode-se citar declaração de imposto de renda, comprovantes de casa própria/cedida/alugada, cópia da carteira de trabalho dos membros da família, entre outros.

O período de inscrições para bolsas UNIEDU para o semestre que vem está aberto até o dia 19/07! Não perca a chance de se formar na carreira dos seus sonhos por sua condição financeira. Para mais informações, acesse também o site da FURB http://www.furb.br/web/1628/servicos/portal-academico/apoio-ao-estudante/cadastro-uniedu ou consulte a Coordenadoria de Assuntos Estudantis da FURB via telefone: (47) 3321-0307. Vamos, juntos, mudar essa realidade, e conquistar um espaço que é nosso por direito. Conte conosco!

CREDIFURB, por Laísa Scremin

Crédito Educativo da FURB – Credifurb é um programa mantido com recursos próprios da Universidade, destinado a financiar as mensalidades. O estudante poderá concluir seu curso pagando até 50% da mensalidade durante a graduação e os outros 50% após sua formação.

O CREDIFURB não acrescenta juros ao valor financiado, será pago, ao final do curso, para a instituição o valor referente à porcentagem escolhida da mensalidade atualizada do ano em questão.

O Crédito beneficiará o aluno por, no máximo, 11 semestres, e o tempo para o pagamento após a conclusão do curso é o mesmo período em que utilizou o financiamento. Durante a fase de utilização do CREDIFURB, o estudante deve cumprir com o pagamento do valor não financiado

Um ponto importante a ser ressaltado é que o aluno, para se beneficiar do crédito, não pode ter financiamento ativo com o FIES ou CREDUC e nem ter recebido bolsas do programa UNIEDU.

Possui processo seletivo próprio, regulamentado por edital semestral, e atende todos os acadêmicos de graduação, incluindo o curso de Medicina.

Para a análise da CAE (Coordenadoria de Assuntos Estudantis) será́ utilizada a mesma documentação enviada para o cadastro do UNIEDU. Para os alunos que não tiveram o cadastro do UNIEDU aprovado, ou que não o fizeram, a CAE solicitará os documentos necessários.

Fiquem atentos à página do CREDIFURB para acompanhar futuros editais e datas de preenchimento de formulários de inscrição http://www.furb.br/web/5270/servicos/portal-academico/apoio-ao-estudante/credifurb.

Para dúvidas ou perguntas nos colocamos a disposição, basta entrar em contato conosco! E sigam também as redes sócias do CAMBLU para maiores atualizações.

Escrito por Camila Ceruti, membro da secretária do CAMBLU, e Laísa Scremin, membro da diretoria de comunicação e marketing do CAMBLU, alunas da segunda fase da medicina FURB.


Artes de anatomia humana

Cada um busca o seu melhor modo de estudar uma das matérias mais puxadas do ciclo básico, anatomia, o meu foi desenhado. Aprendi a juntar o que gosto com os estudos e isso me ajudou muito.

Produzido por Rafael Reis Patiño, aluno da terceira fase de Medicina FURB. Diretor de Comunicação e marketing do CAMBLU.


Resumo do Podcast CAMBLU ON de Hemofilia 

Resumo realizado e baseado nos Podcasts do CAMBLU ON, a plataforma med furb de divulgação de conhecimento. Realizado com o objetivo de facilitar o acesso dos alunos a informação e profissionais de todas as áreas da medicina. Não esqueça de entrar no Spotify e seguir nossas playlists – CAMBLU ON

Produzido por Anna Carolina Walter, aluna do sexto período da medicina FURB e autora do instagram de estudos @annocastudy.


Relato de um Sierra Delta

Uma das coisas mais agonizantes é estar vestindo a mesma farda depois de três dias enroscado na bandoleira do inseparável fuzil e não conseguir mais distinguir um cheiro que seja diferente de suor, graxa e óleo. Hoje a tropa continua sob chuva nas favelas do Rio de Janeiro. Meu pelotão foi designado para um posto de segurança estática em uma escola municipal que retornava suas atividades. Antes aquela área era ocupada pelo tráfico e várias daquelas crianças trabalhavam como “formiguinhas” cuja função era estourar vários traques de festa junina sinalizando a localização da polícia. A Polícia civil passou por aqui semana passada e fez o pior trabalho, agora a missão do Exército verde oliva era garantir a saída dos alunos e eventualmente fazer revistas, o que era inútil num universo de mochilas magras. No entanto, uma menina que portava uma bolsa enorme e cheia se destacou na multidão. Fiz um sinal com a cabeça para o sargento indicando a criança e ele consentiu minha intervenção. Ela me olhou assustada quando percebeu que a notei, cerrou os lábios e estremeceu. Ao abrir a mochila vários papéis caíram no chão, não era material escolar e sim muito lixo. A aluna deveria ter seus oito anos e aquela ação era para ajudar sua mãe catadora de papel que não saiu hoje devido ao clima. Um torpor incomodo me preencheu, recolhi o que havia no solo, fechei o zíper e a devolvi.

Nos meus treinamentos, fui submetido a desconfortos físicos e psicológicos o que me tornava grato às pequenas coisas, mas a dor e o cansaço são passageiras, já a realidade daqueles papéis depositados na minha frente não teriam fim, nem para mim e nem para a garota. Aquele pequeno lixo não será o luxo daquela família. Eu era só mais um soldado em pé agarrado no meu fuzil. Impomos a paz na favela, porém tanto o morro como nós permanecemos frágeis. Nosso país está enfraquecendo, o dinheiro, a democracia, a cidadania, tudo. E as forças armadas me ensinaram uma coisa: tudo que está fraco morre um dia.

Escrito por André H. Mizoguchi, acadêmico da terceira fase de medicina na FURB, Diretor de surdos da Bateria Fera e Diretor Regional de Santa Catarina pela ABLAM.


Atenção à saúde LGBTQIA+: O que eu tenho a ver com isso?

O mês de Junho foi escolhido como o mês da visibilidade LGBTQIA+ em memória ao dia 28 de Junho de 1969 – data em que frequentadores de um bar nova iorquino chamado Stonewall Inn reagiram às violências e perseguições que vinham sofrendo por parte da polícia americana. Você pode estar se perguntando: Ok e o que eu, estudante de medicina, 51 anos depois, tenho a ver com isso? Acredite! Você tem, e muito.

Primeiramente, antes de discutir as necessidades e particularidades dessa população, é preciso primeiro entender o lugar e os contextos sociais que esse grupo ao longo do tempo, da história, e acima de tudo da evolução das Instituições e normas sociais estabelecidas, ocuparam e ocupam atualmente. Porém, apesar de interdependentes, vamos nos ater aqui ao contexto da saúde: Afinal o que nós, futuros médicos e médicas devemos saber sobre o assunto?

A conquista de direitos pela população LGBTQIA+ e a história do SUS estão fortemente ligadas tanto historicamente, sendo ambas trazidas ao debate público há não muito tempo, quanto ideologicamente, quando se propõe discutir questões de desigualdade. Quando eu digo não muito tempo, eu falo sério…apenas em 1990 a OMS retirou o ‘’homossexualismo’’ do CID, deixando de considerá-lo um distúrbio mental. No Brasil, as décadas de 80 e 90 foram marcadas pela epidemia do HIV/AIDS, fato que novamente liga o SUS à população LGBTQIA+ e escancara a necessidade de assistência em saúde para essa população. Na primeira década dos anos 2000, políticas públicas começam a ser traçadas e aplicadas, chegando por fim no ano de 2011 a publicação da ‘’Política Nacional de saúde integral a lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transsexuais.’’

Bom…o que nos interessa nessa política? Eu te pergunto…Quantas vezes você, que já esteve frente a frente com um paciente durante atendimento, questionou-se sobre o artigo (masculino ou feminino) que estava utilizando? Quantas vezes você perguntou se ele/ela se sentia confortável com seu corpo? Quantas vezes você sabia que devia perguntar sobre hábitos sexuais, mas por algum motivo, ignorou essa parte da anamnese? Aparentemente isso soa como pequenos deslizes que todos nós cometemos pensando ‘’nada que vai interferir na minha conduta’’… mas será mesmo?

Aqui vão alguns dados: 1. Os homossexuais têm 5 vezes mais risco de cometer suicídio em relação a população geral 2.Em 2002 a cobertura de exames em mulheres heterossexuais nos últimos 3 anos era de 89,7% contra apenas 66,7% entre as lésbicas e bissexuais.  3. Em estudo de 2019 no DF, 84 % das travestis e transsexuais relataram fazer a transição hormonal sem prescrição médica. Eu poderia citar inúmeros outros altíssimos índices de violência, de mutilação, de depressão e o pior de tudo – de falta de acesso ao sistema de Saúde por medo, vergonha e incompreensão por parte dos profissionais.

Colegas, nós não somos ensinados na faculdade a lidar com essas questões. Volto a perguntar… em alguma aula te ensinaram a diferença, por exemplo, entre sexo biológico, identidade de gênero e orientação sexual? Pois é, independente de nossas crenças e ideologias, tratar as necessidades conforme suas diferenças (lembrando as primeiras aulas sobre equidade) é isso! A política nacional de saúde? É isso! Toda a luta por direito a saúde LGBTQIA+? É isso! Que a gente não ‘’deixe passar’’ uma vida que é digna de um tratamento com respeito e qualidade. E se posso dar algum conselho: ESCUTEM…Eles têm muito a dizer.

Escrito por Frederico Augusto de Brito Costa, 24 anos, acadêmico do 6º. Período


O que todo médico deveria saber sobre educação financeira e investimentos

A medicina acaba sendo um mundo à parte em muitos casos. Concordam? Digo isso porque o ingresso na faculdade depende de grande dedicação, e logo nos primeiros semestres começam as aulas de anatomia, bioquímica, fisiologia, práticas em laboratório, horas de estudo. E, com o tempo, as obrigações parecem só aumentar; além disso, começam práticas hospitalares e plantões noturnos – em determinadas residências, exige-se mais de 100 horas semanais.

Primeiramente, ademais a falta de tempo e de cansaço, não nos interessamos por temas alheios aos da cultura médica. Todavia, meus caros, a educação financeira pode ser essencial inclusive para se ter uma vida mais saudável. Hoje, no Brasil, apenas 3,6% das pessoas se preocupam com a aposentadoria e no meio médico, cerca de 25% dos profissionais médicos não se aposentam, atuam até o dia de seu falecimento. Não que seja um problema, mas, na maior parte das vezes, essa relação é por amor. Assim, amamos esse sacerdócio, entretanto quando se vive por obrigação e não opção, torna-se um fardo.

De maneira simples, um dos conceitos básicos é o de sempre viver um padrão abaixo dos próprios ganhos, como George Clauson relata em seu livro “O homem Mais Rico da Babilônia”. Por isso, desde os tempos antigos, quando se ganhava dez moedas de ouro, seria ideal guardar uma para o futuro. Eu sei, esses são sentimentos ideais. Mas, vejam: quando vamos tomar uma decisão de alto impacto financeiro (como trocar de carro ou casa), vale a regra do bom senso – pensar antes, considerar o quão o momento é ideal e dessa forma, escolher o futuro com mais tranquilidade.

De outro lado, outro conceito interessante é o da reserva de emergência. Ela nada mais é que possuir guardado a quantia equivalente à de 6 a 12 meses do seu custo de vida, investidos em algo seguro, como um tesouro nacional, para situações emergenciais (como o coronavírus, perda do emprego ou problemas de saúde). Tais comportamentos, conservadores e estratégicos, possibilitam passar pelo estresse de maneira mais confortável.

Em casos assim, tudo funciona como um ciclo. O planejamento financeiro bem feito, possibilita a cada um de nós sermos donos do próprio tempo e controladores do destino. Evita-se a obrigação, possibilita passar mais tempo fazendo o que ama, mesmo que seja seu emprego, ou se dedicar mais para sua família e pessoas que ama ou até mesmo viver em qualquer lugar do mundo que desejar. Isso pode fazer toda diferença na sua saúde física e mental.

Para finalizar gostaria de agradecer a oportunidade dada pelo CAMBLU, de poder passar um pouco do meu conhecimento a vocês, coloco-me a disposição e quando procurado, será um prazer contribuir com faculdade – minha casa por tantos anos.

Escrito por Willian Baltha, 25 anos, acadêmico do 6 ano do curso de medicina da Furb, apaixonado por investimentos e mercado financeiro, co-criador do @invest.doctor, e ajuda médicos a adquirirem liberdade financeira.


Novas Conexões Docentes em Tempos de Pandemia – Profª. Dra. Daniela Maysa de Souza

António Nóvoa, docente e investigador do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa participou de uma conferência online em abril/2020, sobre o tema “Docência em Tempos de Pandemia”, e proferiu uma palestra sobre as mudanças que a pandemia provocará na educação. Nóvoa pontua que não é o momento de ir contra o ensino online, ou de não fazer nada, ou de abandonar os alunos e afirma que reclamar não é a solução. Esta nova realidade que nos foi imposta mostra que a universidade deve estar presente para dar continuidade da melhor forma possível aos cursos e apesar do isolamento, pensar no coletivo e aprender com a crise. E nesse momento de profunda aprendizagem, compreender e reconhecer as mudanças dos pontos de vista: social, tecnológico, pedagógico, sanitário, econômico, pessoal, político e comportamental. E perceber que após essa aceleração da história, o mundo não será igual e que em momentos de isolamento social, o virtual nos faz próximos um dos outros.

Compactuo com Nóvoa e compreendo que a docência é mediada pelo contato, pelo olho no olho, o afeto e a troca, ou seja, a conexão entre as pessoas. E de repente, uma pandemia, num momento atípico para todos, nos obriga a nos conectarmos de outra forma.

As tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC) já eram utilizadas na educação e o blended learning ou ensino híbrido não era nenhuma novidade. Na realidade era opcional, visto como uma complementação das atividades teóricas desenvolvidas em sala de aula e/ou uma inovação docente. Antes, distante da realidade de muitos docentes, agora se torna uma obrigação!

Sim, uma obrigação: os alunos devem aprender, devem se sentir motivados, devem organizar seus horários para os estudos, administrar seus conflitos internos, controlar a ansiedade acadêmica e a preocupação com o mundo. Da mesma forma, os professores também são obrigados a gerenciarem os mesmos conflitos, devem estar motivados (e motivar os alunos), obrigados a aprenderem novas estratégias de ensino, o manuseio de novas plataformas, criar novos conteúdos virtuais, novas abordagens metodológicas e sair a força da zona de conforto, em meio à pandemia.

Somos obrigados a crescer em tempos de crise. Mudar, aprender, evoluir e transformar…

Não há receita de bolo, não temos manuais que nos ensinem como passar por uma pandemia da maneira mais assertiva. Vamos pela tentativa do acerto e erro, diminuição de cobranças, de expectativas e administração dos mais diversos sentimentos que cada um de nós sabe exatamente quais são…estamos convivendo com nosso melhor e nosso pior, aflorado a todo instante.

Então como controlar tudo isso do ponto de vista pessoal/emocional e “entrar em sala de aula” feliz, motivado, seguro e com novas estratégias de ensino que estimulem a participação de todos os alunos? Não tenho todas as respostas e se você puder ajudar, por favor, compartilhe! Tenho sim, alguns aspectos importantes, que tem me auxiliado neste momento:

Como a Universidade está nos ajudando?

Há uma forte preocupação com a aprendizagem dos estudantes, o cumprimento da carga horária do semestre letivo e com as estratégias implementadas para minimizar os impactos da pandemia.

Para as aulas teóricas síncronas, com interação em tempo real, ou seja, aulas não-presenciais mediadas por tecnologia, a FURB disponibilizou e reforçou as ferramentas institucionais já existentes, com suas potencialidades pouco exploradas por muitos docentes, como inúmeros recursos no AVA3 e Microsoft Teams/Office 365. E intensificou a formação docente (com vídeos explicativos) sobre a utilização destes recursos e suas potencialidades, bem como o compartilhamento de materiais sobre metodologias ativas, dando suporte técnico e pedagógico.

Além disso, vejo o apoio institucional presente de diversas formas: nas redes sociais atualizadas constantemente; nas notas oficiais postadas no site institucional; com a disponibilização de canais rápidos de comunicação oficiais da Furb, dos mais diversos serviços, via WhatsApp, site, e-mail e telefone; oferta de atendimento psicológico; apoio dos colegas docentes e presença da coordenação de curso, sempre disponível para auxiliar na tomada de decisões e orientações.

Como ser criativo em tempos de pandemia?

A atividade docente requer um engajamento pessoal e como estamos vivendo um momento de aprendizado coletivo e de superação, existe a necessidade de inovação! Necessidade de novas leituras, de mais estudo, de planejamento e necessidade de sair da zona de conforto, buscando novas alternativas que estimulem ainda mais a participação e interesse dos alunos nestes encontros virtuais. E da mesma maneira, necessitamos deste retorno dos alunos. De nada adianta tanta inovação e novos aprendizados se os alunos não participarem e comprarem a ideia. Precisamos estudar! Vocês e nós! Aprender e inovar em tempos de crise.

O que aprendemos (ou tentamos)?

Neste momento delicado de enfrentamento à pandemia, temos alunos e professores, com dias improdutivos, dias de insônia, dias de sonolência excessiva, angústia, ansiedade, medo, gula, ira, revolta, melancolia… inúmeras sensações que ainda estão presentes, mas talvez agora (por vezes) melhor administradas (ou não). Somos humanos, apenas humanos…

Tento pensar que: as crises são momentos de grandes oportunidades! Sem se tornar um momento de competição por produtividade, mas sim, um momento mais introspectivo de desenvolvimento pessoal e profissional. Momento de resiliência e adaptação. Momento de reinvenção e fortalecimento da identidade docente, com ampliação da nossa expertise pedagógica. Momento de aprender com os outros e compreender o tempo e o espaço do outro: Empatia!

Não percamos a esperança de dias melhores e que possamos manter o carinho em nossas conexões, hoje apenas virtuais, mas que em breve serão reais!

Saudades de vocês meus alunos, que me inspiram e motivam a cada dia ser uma pessoa e professora melhor!

Que em breve tenhamos a possibilidade de um abraço coletivo e afetuoso.

And a sweet quarantine (of learning) for us!

Escrito por Profª. Dra. Daniela Maysa de Souza, doutora em Enfermagem. Linha de pesquisa: Formação e Desenvolvimento Docente na Saúde e na Enfermagem. Professora substituta da disciplina ‘Interação Comunitária’ e tutora da disciplina ‘Integração Básico-Clínica II’. Contato: danielamaysa@furb.br


Introdução ao BLOG – Laísa Scremin

É com orgulho e satisfação que nós do CAMBLU apresentamos mais uma plataforma de comunicação para agregar e enriquecer o cotidiano e a vida na MED FURB: o BLOG CAMBLU, feito por alunos para alunos.

A ideia para esse projeto surgiu com o intuito de abrir um espaço para uma maior comunicação dentro e fora da Medicina FURB, de maneira leve e dinâmica. Um lugar onde todos possam se abrir, relatar e compartilhar experiências, difundir assuntos acadêmicos, possibilitar participação de professores, médicos e recém-formados, além disso, um espaço para divulgação de obras artísticas, entre outros.

As possibilidades de publicação são diversas, você pode usar a criatividade e utilizar esse portal para compartilhar suas ideias e projetos.

Então, isso significa que eu posso escrever matérias e publicar aqui no BLOG CAMBLU? Sim, isso mesmo. Basta enviar para nós (teremos algumas regras e políticas de boa convivência, ok?). Passando por nossa equipe de análise seu post então será publicado e divulgado por nós semanalmente. Simples, não é mesmo?

As matérias escritas terão os devidos créditos ao autor e uma breve descrição sempre no final do post, mas você, durante seu texto, pode utilizar recursos para criar uma identidade e personalidade própria (como marcações linguísticas, imagens, vídeos dentre outros), visando futuras publicações e maior engajamento e proximidade com os leitores.

Facilidade e praticidade também fazem parte do nosso portal, visando ampliar o alcance das nossas atividades na Medicina e ser um veículo para unir todos que se identificam e se interessam por ampliar seus conhecimentos e visões de mundo. Apenas não serão aceitas matérias com cunho ofensivo e desrespeitoso para com a pessoa humana como para com as instituições envolvidas.

Já está ansioso para publicar seu primeiro post? Tem a imaginação fértil? Então envie para nosso e-mail blogcamblu@gmail.com. Estamos te esperando.

Qualquer dúvida entre em contato pelas nossa redes sociais ou pelo próprio e-mail do Blog . Muito obrigada e sejam bem-vindos!

Escrito por Laísa Scremin, aluna do segundo período de medicina na FURB e membro da Diretoria de Comunicação e Marketing do CAMBLU