Blog

A LEITURA COMO UM REFÚGIO EM TEMPOS DIFÍCEIS

“Adquirir o hábito da leitura é construir para si mesmo um refúgio de quase todas as misérias da vida”

Somerset Maughar

Sem dúvidas uma de minhas primeiras memórias da infância é a de minha mãe me ensinando a ler em casa aos quatro anos de idade. Desde então, a leitura sempre foi muito presente na minha vida e ao longo do tempo se tornou uma grande paixão. Durante o período em que estava me preparando para o vestibular, minhas leituras ficaram voltadas para os livros das listas dos vestibulares que eu iria prestar, e por falta de tempo, acabei deixando de lado e me afastando da leitura de livros de outros gêneros, como um bom romance (meu gênero favorito).

Depois que saí do ensino médio, realizei meu maior sonho de entrar no curso de medicina da FURB em 2019. Durante o primeiro ano da faculdade, com tantas novidades e com tanto conteúdo para estudar dentro de uma realidade totalmente nova, também me vi lendo pouquíssimos livros que não estivessem inseridos dentro do contexto acadêmico. Desta forma, eu sempre acabava aproveitando o tempo livre das férias para ler bons livros sem que isso fosse uma obrigação.

Desde o início da pandemia e da quarentena, me vi em uma realidade sem antecedentes e que nunca imaginei que passaria, e apesar de as aulas terem continuado e de termos tido muito conteúdo para estudar, o tempo que antes era escasso, começou a se tornar cada vez mais vazio e com espaços livres. Comecei a me ver cada vez mais estressada com a realidade de tantas tragédias sendo noticiadas diariamente, e nesse contexto, o exercício físico e os livros acabaram se tornando uma verdadeira válvula de escape para mim. Li alguns livros extremamente prazerosos e fluidos, que me fizeram sair um pouco da realidade e me sentir dentro da história de cada um. Também nesse período comecei a seguir um Instagram de um clube do livro, o que me incentivou ainda mais a querer explorar o mundo literário. Com certeza a leitura me ajudou e continua me ajudando durante a quarentena, pois além de expandir inconscientemente o meu vocabulário e a minha facilidade de escrita, consegue me fazer viajar em histórias incríveis e melhorar a minha saúde mental.

Assim, minha intenção ao fazer esse post está justamente em te convidar a também ler um livro. Não sobre conteúdos acadêmicos, não sobre as notícias do dia e nem sobre alguma de suas obrigações. Mas sim, de um gênero que você realmente goste, algo que realmente te faça bem, que te traga prazer e que te faça se sentir feliz (e por que não, talvez explorar algum gênero que você nunca tenha se aventurado 😊).

Para ajudar, vou deixar aqui uma pequena lista de alguns dos meus livros favoritos ou que estão na minha lista de próximas leituras: É assim que acaba – Colleen Hoover; O sol é para todos – Harper Lee; Enquanto eu respirar – Ana Michelle Soares; Amor e Gelato – Jenna Evans Welch; Flores para Algernon – Daniel Keyes; Minha História – Michelle Obama.

Espero que te ajude e que você esteja bem durante este período tão conturbado de nossas vidas. Cuide-se!

Escrito por Julia Klaumann, 18 anos, acadêmica da terceira fase e secretária da Liga Interdisciplinar de Saúde da Mulher.

 

 


A BULA DO ESTUDANTE DE MEDICINA

Você, estudante de medicina, quando ainda estava prestando vestibular, já recebia várias “bulas para o sucesso”, espécies de receitas milagrosas que o orientavam a estudar pelo menos 10 horas por dia, resolver simulados toda semana, e por aí vai… até porque “estude enquanto eles dormem e viva o que eles sonham”, não é mesmo? Caso você não consumisse as doses recomendadas desse medicamento milagroso, o efeito colateral seria a reprovação no vestibular e o sentimento de incapacidade. Quando você finalmente conseguiu a tão sonhada vaga em medicina, floresceu o sentimento de que agora sim, um novo mundo… mas não, as receitas continuaram a atormentar suas noites por meio de discursos no estilo “Você deve aproveitar todas as oportunidades, mesmo que não tenha tempo; precisa participar de uma liga acadêmica, mesmo que ainda não se identifique com nenhuma; precisa participar de pesquisas e elaborar projetos, aliás os professores precisam saber o seu nome, né?”. São esses ideais que despertam novamente o medo de um amanhã que nem sequer ainda existe, isso tudo acompanhado de um “Ué, não era o seu sonho? Achou que virar médico seria fácil?”.
Seria hipocrisia falar sobre o processo de “virar um médico” e dizer que será rápido e fácil, mas algo pouco falado para você, estudante de medicina, é que não há necessidade de seguir essa “bula do sucesso” para alcançar o seu objetivo, até porque os objetivos das pessoas não são os mesmos, logo, o caminho a ser percorrido também não. As verdadeiras bulas que precisam ser seguidas são as dos medicamentos essenciais à vida: o amor e a determinação. E qual é a composição desses medicamentos? 1 cápsula de paixão, sonho, autoconhecimento e respeito. Os efeitos são intensificados quando o consumo é acompanhado de muito estudo, doses de diversão e inspiração. Além disso, eles devem ser ingeridos sem moderação e por tempo indeterminado. Ao consumir essa medicação, você, estudante, deve estar ciente de que durante a caminhada que é a faculdade, o que o tornará qualificado não é apenas a nota em anatomia ou a participação em uma pesquisa, mas também a consciência de que cada pessoa tem diferentes anseios e concepções de sucesso. Então qual o sentido de perder a sua saúde mental para atingir um objetivo que nem é seu? Isso quando você já é bom o suficiente assim, do seu jeitinho, com a sua determinação, no lugar onde você, por algum motivo do universo, deve estar, com as pessoas certas, no momento certo. Nem sempre tudo o que interessa é o resultado final, mesmo porque quando o final chegar, o que importa é ser e ter sido feliz dentro das suas concepções de felicidade.

Escrito por Bruna Milene Priotto, aluna da segunda fase da medicina FURB.

 


Dez dicas simples para tornar o mundo melhor

Você já parou para pensar em como melhorar o dia de alguém? Inicialmente você pode ter respondido “sim, mas é tão difícil”. Ou “não, tenho meus próprios problemas para me preocupar”. É muito mais fácil pensarmos em como agradar o outro com pequenas atitudes do que a nós mesmos. E, ao melhorar o dia daqueles que convivemos, melhoramos o ambiente em que estamos e, com isso, nos tornamos mais felizes indiretamente. Cuidar do bem-estar e da saúde mental é tão importante quanto cuidar da saúde física, tendo efeitos sensacionais para a nossa vida. Se cada um ajudar ao próximo com empatia, em breve teremos uma sociedade muito melhor para viver. Depende de cada um, pois somos responsáveis por nós mesmos, não temos poder sobre as atitudes e pensamentos do próximo. Então, vamos melhorar aquilo que conseguimos e não tentar mudar o outro. Claro que isso deve ser feito sem nenhuma expectativa de retorno, pois ela está em nós e não no outro. Costumamos nos frustrar muito se fizermos algo embasados nela, pois as expectativas são sempre maiores que a realidade. Pensando nisso, elaborei 10 dicas para te ajudar nesse período de distanciamento social e que podem fazer toda a diferença para o outro.

1º) Iniciamos com a mais importante, observe quem você quer agradar. Preste atenção no que a pessoa precisa, no que ela fala, no que ela gosta, para, então, saber quais atitudes irão realmente agradar e melhorar o dia dela.

2º) Outra dica legal é preparar algo que a pessoa gosta para comer ou beber. Não precisa ser um expert na cozinha, às vezes um simples suco com sanduíche ou café com as bolachas favoritas já mudam o dia de alguém. Isso acontece pela gentileza em si, não pelo que foi efetivamente fornecido.

3º) Se você tem dons artísticos, faça um desenho, escreva um poema. Isso mostra que você dedicou tempo e atenção para fornecer um presente feito inteiramente por você.

4º) Costure aquela camisa rasgada ou passe aquela roupa que a pessoa gosta, mesmo que vocês não tenham o hábito de passar as roupas ou que cada um cuide da sua. Caso ela resolva usar, já estará pronta e ela irá se surpreender quando pensar em pegar a peça.

5º) Coloque a música favorita dela para tocar. Geralmente quando ouvimos nossa música favorita, imediatamente mudamos nosso humor, pois nos remete a lembranças felizes, automaticamente alterando nossa vibração.

6º) Dê flores ou chocolates. Pode ser uma rosa, um buquê, uma violeta ou um bombom. Não precisa ser caro, novamente, é o ato em si de tentar melhorar o dia da pessoa que importa, não o presente fornecido.

7º) Se vocês estiverem isolados juntos e não estiverem com risco ou suspeita de estarem contaminados por covid-19, dê um abraço demorado. Isso sempre conforta o coração e relaxa os músculos, comprovadamente liberando endorfinas, que nos deixam felizes. Se estiver longe, ligue ou faça uma vídeochamada para ver como a pessoa está e dizer que lembrou dela.

8º) Falando em endorfinas, façam alguma atividade física juntos. Pode ser uma caminhada (de máscara) próximo de onde vocês moram ou trabalham, ou uma videoaula de zumba, de Crossfit, de dança, de yoga – vale o que agradar a ambos. No mínimo vai gerar boas risadas.

9º) Leiam um livro ou assistam um filme ou série juntos. Observe qual o gênero favorito da pessoa e sugira alguma obra indicada por quem entende do assunto (há vários sites com dicas e sugestões). Vale comédia, suspense, ficção, ação, romance. Sugiro evitar as obras de terror, pois nos deixam mais tensos do que relaxados, mas se isso fizer a ambos felizes, por que não?!

10°) E por último, mas não menos importante: nunca faça algo que não gosta apenas para agradar o outro, você precisa respeitar as suas vontades e se valorizar também. Deixar o dia do outro mais feliz não significa se forçar a fazer algo que te desagrade ou te deixe infeliz. Saiba respeitar os limites de ambos, para poder atingir o objetivo de tornar o ambiente mais leve e feliz para o convívio.

Melhorando o dia das pessoas que nos cercam e que conhecemos, poderemos realmente melhorar a nossa sociedade e o mundo, em uma verdadeira corrente do bem.

Blumenau/SC. 24/07/2020

Escrito por Gabriela Guimarães Kuss, graduada em Medicina pela Furb em 2012, especialista em Medicina de Família e Comunidade desde 2018, pós-graduada em Preceptoria de Medicina de Família e Comunidade pela UFCSPA em 2019. Trabalha como Médica da ESF Geraldo Sobrinho 3 desde 2014. Professora da Furb desde 2017 e da Residência de MFC desde 2018 em Blumenau/SC.

 


Os dias que viraram meses: novas percepções sobre a quarentena.

 

Escrito por André Henrique Mizoguchi, Profª Dra. Daniela Maysa de Souza e Priscilla Luiza Silveira

Álcool em gel, lavagem das mãos, distanciamento social, ambiente ventilado e uso de máscara: recomendações rotineiras e desgastantes presentes no nosso novo cotidiano. A quarentena que iria durar alguns dias logo se transformou em semanas e, de repente, estamos assim há quatro meses. Enquanto pesquisadores do mundo inteiro buscam por uma vacina, aguardamos seguindo os cuidados recomendados.

O que de ruim aconteceu (e que ainda acontece) já sabemos: aumento do número de casos de COVID-19, óbitos, internações, desvio de dinheiro, negação da população, crise econômica e política, uma infinidade de tragédia nos jornais a todo instante. E somado a isso, sentimos ainda a necessidade de manutenção da nossa saúde mental e de nos reinventarmos em meio ao caos. Reinventar o convívio social com o uso de tecnologias, conciliar a rotina de estudos, parceiros, trabalho (home office) e família. Ah, e lembrarmo-nos do álcool em gel, de lavar as compras do mercado, etc.

Em meio a tanta negatividade e incertezas acadêmicas, econômicas, políticas, sociais, sanitárias e comportamentais: será que conseguimos observar algo de bom acontecendo conosco nesta quarentena? Ao inserir um pouquinho de esperança e otimismo em nossos dias, nos indagamos: o que os acadêmicos de Medicina da FURB estão fazendo de bom neste período de isolamento social? Partindo destes questionamentos, pedimos aos acadêmicos que pontuassem percepções positivas decorrentes deste período tão atípico que estamos vivenciando. Afinal, compartilhar um pouquinho de positividade pode alegrar o nosso dia!

Enviamos via grupos de WhatsApp o link de um questionário desenvolvido na plataforma Google Forms contendo os seguintes questionamentos: “que aspecto positivo aconteceu com você durante a quarentena?” e “quais hábitos desenvolvidos na quarentena você levará para o período pós-pandemia?”. Com isso, recebemos 49 respostas, sendo 75,5% de estudantes do ciclo básico, 12,2% do clínico e 12,2% do internato. O público respondente foi predominante feminino (36 acadêmicas), contra 12 acadêmicos do sexo masculino. Entre os respondentes, somente 12,3% estão morando sozinhos durante a quarentena e o restante encontra-se em companhia da família (87,8%).

  • A análise temática permitiu a seguinte categorização:
Aspectos positivos durante a quarentena Hábitos pós-pandemia
·         Alimentação

·         Família

·         Exercício físico

·         Leitura

·         Descanso/qualidade do sono

·         Autoconhecimento/autoestima

·         Eventos online

·         Estudos online

·         Outros

·         Alimentação

·         Higiene

·         Exercício físico

·         Leitura

·         Eventos online

·         Disciplina

·         Outros

Algumas reflexões a partir dos resultados

O isolamento social nos afastou de eventos acadêmicos, festas e confraternizações. No entanto, representou um incentivo para que quem morasse sozinho pudesse retornar ao seio familiar e aproveitar uma temporada mais longa junto aos mimos que só o lar nos fornece. Vários alunos relataram como positivo o tempo maior junto à família, destacando relações mais afetuosas neste período de aproximação. Acreditamos que estar inserido em um ambiente acolhedor seja o primeiro passo para alcançar a saúde mental em tempos de pandemia – e isto vale inclusive para quem não voltou para “casa”, já que não é regra haver sempre um bom convívio com a família.

Quanto aos estudos e aos exercícios físicos, é incrível observar como se puderam tirar bons proveitos. Alguns aproveitaram a pandemia para desenvolver mais disciplina e se organizaram com as aulas gravadas e eventos online. Nunca se teve oportunidade de se participar de tantos congressos, jornadas e eventos promovidos gratuitamente em outros estados. Dessa forma, muita gente usufruirá das tecnologias para aprimorá-las aos estudos e para substituir reuniões presenciais quando atingirmos o período pós-pandemia.

Para a grande maioria, o tempo de sobra foi preenchido por atividades destinadas a aumentar o autoconhecimento, a potência e a autoestima nos dias mais solitários – o cuidar de si. Admiramos muito quem aderiu aos “quarentreinos”, à meditação, ao desenho e à aquarela; outros (como eu, Mizo) aproveitaram a gordurinha extra do tempo para concluir a lista de livros, séries e filmes pendentes, além de colocar o sono em dia. Dormimos mais e nem percebemos que já se foram quatro meses de quarentena. Além disso, o tédio e o prazer de usufruir o tempo livre afloraram a nossa criatividade em torno de projetos que deixamos no meio do caminho, tais como a pintura e a música, cujos talentos relacionados encontravam-se usualmente reprimidos pela pressão e pelo cansaço do dia a dia.

De qualquer forma, o tempo adicional, somado ao distanciamento de situações estressantes, nos gerou uma reflexão mais introspectiva em busca de um bem estar mental. Até porque, indiferentemente da situação, precisamos individualmente conviver e nos suportar todos os dias – se não nos suportamos, então raramente seremos boa companhia para a solidão de alguém.

Quanto aos hábitos que poderão ser mantidos no período após isolamento social, aqueles que se referem à higiene pessoal aparecem em primeiro lugar nos relatos dos acadêmicos. Pelo menos no início desse novo período, que corresponderá ao recomeço das atividades regulares, a etiqueta do álcool em gel, o uso da máscara diante de aglomerações e a limpeza dos produtos do mercado tenderão a ser comportamentos comuns e que, aos poucos, serão afrouxados.

Disputando o segundo lugar, encontramos a culinária e os mais diversos hobbies, principalmente a leitura. Quem aprendeu novas receitas e/ou adquiriu uma alimentação mais saudável manterá suas habilidades gastronômicas ativas, nem que seja apenas nos fins de semana na companhia dos amigos (que, mesmo distantes, serão acionados por vídeochamadas, cujo uso foi apontado inclusive como um novo hábito a ser incorporado posteriormente). A prática de exercícios físicos, a administração do tempo, a disciplina e a organização estão também presentes neste cotidiano de isolamento e finalizam o ranking dos novos hábitos incorporados, revelando-se igualmente importantes para proporcionar a manutenção da saúde mental.

Diante de tantos comentários associados ao surgimento (ou ao despertar do estado de latência) de novos hobbies, percebemos o quão fundamental torna-se reservar alguns momentos pessoais para práticas que não envolvam os assuntos acadêmicos, de maneira a usufruir de novas artes ou estimular faculdades mentais até então desconhecidas. Em 1845, um cara chamado Henry David Thoreau saiu para uma quarentena de dois anos e dois meses no lago Walden e escreveu as sábias palavras: “Todo homem é senhor de um reino do qual o império terreno do czar não passa de um estado minúsculo”. Então nós, que temos o privilégio de nos isolarmos, precisamos aproveitar este momento para organizar o nosso reino, abrir as janelas e podar as plantas do nosso jardim até que enfim encontre-se um bom desfecho para a epopeia da vacina.

Escrito por André Henrique Mizoguchi (1), Profª Dra. Daniela Maysa de Souza (2) e Priscilla Luiza Silveira (3)

  1. Acadêmico de Medicina FURB – 3ª fase. Contato: amizoguchi4@gmail.com
  2. Professora substituta da disciplina ‘Interação Comunitária e tutora da disciplina ‘Integração Básico-Clínica II’.Contato: danielamaysa@furb.br
  3. Acadêmica de Medicina FURB – 3ª fase. Contato: ufpr.luiza@gmail.com

O EXTINTOR DO AMOR

Em chamas, tu me chamas pelo nome
mas como antigamente não soou.
Você tá sussurrando em meu ouvido
mas tá me dizendo que acabou.

E sigo assim,
sem sua testa colada na minha,
sem sua carícia querendo fazendo meu eu.
Mas minha memória alimenta a malícia
que tem fome de um beijo teu.

A vergonha? toda se perdeu,
teu suspiro vira combustível,
do meu fogo que tu acendeu.

E quando um amor se vai,
se apaga o brilho do olhar,
é quase tudo escuridão,
tirando o fato de eu lembrar.
O extintor do amor se orgulha em ver a solidão te ninar.

Escrito por Sophia Mariana Resende, aluna da segunda fase da medicina FURB


Bolsas e créditos na FURB

BOLSAS UNIEDU, por Camila Ceruti

O Programa de Bolsas Universitárias de Santa Catarina (UNIEDU) é um programa estadual, executado pela Secretaria da Educação, que agrega todos os programas de atendimento aos estudantes a nível de graduação, fundamentados pelos Artigos 170 e 171 da Constituição Estadual.

As bolsas ofertadas pelo UNIEDU promovem a inclusão no ensino superior de acadêmicos com dificuldades de realizar os seus estudos por ordens financeiras, e que atendem aos requisitos estabelecidos na regulamentação dos programas, com bolsas de estudo, pesquisa e extensão, integrais e parciais, para estudantes matriculados em cursos de graduação e pós-graduação presenciais, nas instituições de ensino superior habilitadas pelo MEC ou pelo Conselho Estadual de Educação e cadastradas na Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina para participarem do Programa UNIEDU.

A FURB se enquadra nessas instituições, sendo assim, seus acadêmicos possuem o direito de receber auxílio estudantil governamental. Além do apoio, as bolsas possibilitam também a mudança social dos estudantes em suas futuras carreiras.

As inscrições ocorrem de forma semestral, sob orientações da FURB, no próprio site do UNIEDU http://www.uniedu.sed.sc.gov.br/index.php/uniedu-principal. O auxílio possui validade de 1 ano ou, em caso de pesquisas, até o fim destas, podendo ser renovado, e a porcentagem pode variar de acordo com a carência de cada aluno, comprovada via documentação. Dentre os itens solicitados, pode-se citar declaração de imposto de renda, comprovantes de casa própria/cedida/alugada, cópia da carteira de trabalho dos membros da família, entre outros.

O período de inscrições para bolsas UNIEDU para o semestre que vem está aberto até o dia 19/07! Não perca a chance de se formar na carreira dos seus sonhos por sua condição financeira. Para mais informações, acesse também o site da FURB http://www.furb.br/web/1628/servicos/portal-academico/apoio-ao-estudante/cadastro-uniedu ou consulte a Coordenadoria de Assuntos Estudantis da FURB via telefone: (47) 3321-0307. Vamos, juntos, mudar essa realidade, e conquistar um espaço que é nosso por direito. Conte conosco!

CREDIFURB, por Laísa Scremin

Crédito Educativo da FURB – Credifurb é um programa mantido com recursos próprios da Universidade, destinado a financiar as mensalidades. O estudante poderá concluir seu curso pagando até 50% da mensalidade durante a graduação e os outros 50% após sua formação.

O CREDIFURB não acrescenta juros ao valor financiado, será pago, ao final do curso, para a instituição o valor referente à porcentagem escolhida da mensalidade atualizada do ano em questão.

O Crédito beneficiará o aluno por, no máximo, 11 semestres, e o tempo para o pagamento após a conclusão do curso é o mesmo período em que utilizou o financiamento. Durante a fase de utilização do CREDIFURB, o estudante deve cumprir com o pagamento do valor não financiado

Um ponto importante a ser ressaltado é que o aluno, para se beneficiar do crédito, não pode ter financiamento ativo com o FIES ou CREDUC e nem ter recebido bolsas do programa UNIEDU.

Possui processo seletivo próprio, regulamentado por edital semestral, e atende todos os acadêmicos de graduação, incluindo o curso de Medicina.

Para a análise da CAE (Coordenadoria de Assuntos Estudantis) será́ utilizada a mesma documentação enviada para o cadastro do UNIEDU. Para os alunos que não tiveram o cadastro do UNIEDU aprovado, ou que não o fizeram, a CAE solicitará os documentos necessários.

Fiquem atentos à página do CREDIFURB para acompanhar futuros editais e datas de preenchimento de formulários de inscrição http://www.furb.br/web/5270/servicos/portal-academico/apoio-ao-estudante/credifurb.

Para dúvidas ou perguntas nos colocamos a disposição, basta entrar em contato conosco! E sigam também as redes sócias do CAMBLU para maiores atualizações.

Escrito por Camila Ceruti, membro da secretária do CAMBLU, e Laísa Scremin, membro da diretoria de comunicação e marketing do CAMBLU, alunas da segunda fase da medicina FURB.


Artes de anatomia humana

Cada um busca o seu melhor modo de estudar uma das matérias mais puxadas do ciclo básico, anatomia, o meu foi desenhado. Aprendi a juntar o que gosto com os estudos e isso me ajudou muito.

Produzido por Rafael Reis Patiño, aluno da terceira fase de Medicina FURB. Diretor de Comunicação e marketing do CAMBLU.


Resumo do Podcast CAMBLU ON de Hemofilia 

Resumo realizado e baseado nos Podcasts do CAMBLU ON, a plataforma med furb de divulgação de conhecimento. Realizado com o objetivo de facilitar o acesso dos alunos a informação e profissionais de todas as áreas da medicina. Não esqueça de entrar no Spotify e seguir nossas playlists – CAMBLU ON

Produzido por Anna Carolina Walter, aluna do sexto período da medicina FURB e autora do instagram de estudos @annocastudy.


Relato de um Sierra Delta

Uma das coisas mais agonizantes é estar vestindo a mesma farda depois de três dias enroscado na bandoleira do inseparável fuzil e não conseguir mais distinguir um cheiro que seja diferente de suor, graxa e óleo. Hoje a tropa continua sob chuva nas favelas do Rio de Janeiro. Meu pelotão foi designado para um posto de segurança estática em uma escola municipal que retornava suas atividades. Antes aquela área era ocupada pelo tráfico e várias daquelas crianças trabalhavam como “formiguinhas” cuja função era estourar vários traques de festa junina sinalizando a localização da polícia. A Polícia civil passou por aqui semana passada e fez o pior trabalho, agora a missão do Exército verde oliva era garantir a saída dos alunos e eventualmente fazer revistas, o que era inútil num universo de mochilas magras. No entanto, uma menina que portava uma bolsa enorme e cheia se destacou na multidão. Fiz um sinal com a cabeça para o sargento indicando a criança e ele consentiu minha intervenção. Ela me olhou assustada quando percebeu que a notei, cerrou os lábios e estremeceu. Ao abrir a mochila vários papéis caíram no chão, não era material escolar e sim muito lixo. A aluna deveria ter seus oito anos e aquela ação era para ajudar sua mãe catadora de papel que não saiu hoje devido ao clima. Um torpor incomodo me preencheu, recolhi o que havia no solo, fechei o zíper e a devolvi.

Nos meus treinamentos, fui submetido a desconfortos físicos e psicológicos o que me tornava grato às pequenas coisas, mas a dor e o cansaço são passageiras, já a realidade daqueles papéis depositados na minha frente não teriam fim, nem para mim e nem para a garota. Aquele pequeno lixo não será o luxo daquela família. Eu era só mais um soldado em pé agarrado no meu fuzil. Impomos a paz na favela, porém tanto o morro como nós permanecemos frágeis. Nosso país está enfraquecendo, o dinheiro, a democracia, a cidadania, tudo. E as forças armadas me ensinaram uma coisa: tudo que está fraco morre um dia.

Escrito por André H. Mizoguchi, acadêmico da terceira fase de medicina na FURB, Diretor de surdos da Bateria Fera e Diretor Regional de Santa Catarina pela ABLAM.


Atenção à saúde LGBTQIA+: O que eu tenho a ver com isso?

O mês de Junho foi escolhido como o mês da visibilidade LGBTQIA+ em memória ao dia 28 de Junho de 1969 – data em que frequentadores de um bar nova iorquino chamado Stonewall Inn reagiram às violências e perseguições que vinham sofrendo por parte da polícia americana. Você pode estar se perguntando: Ok e o que eu, estudante de medicina, 51 anos depois, tenho a ver com isso? Acredite! Você tem, e muito.

Primeiramente, antes de discutir as necessidades e particularidades dessa população, é preciso primeiro entender o lugar e os contextos sociais que esse grupo ao longo do tempo, da história, e acima de tudo da evolução das Instituições e normas sociais estabelecidas, ocuparam e ocupam atualmente. Porém, apesar de interdependentes, vamos nos ater aqui ao contexto da saúde: Afinal o que nós, futuros médicos e médicas devemos saber sobre o assunto?

A conquista de direitos pela população LGBTQIA+ e a história do SUS estão fortemente ligadas tanto historicamente, sendo ambas trazidas ao debate público há não muito tempo, quanto ideologicamente, quando se propõe discutir questões de desigualdade. Quando eu digo não muito tempo, eu falo sério…apenas em 1990 a OMS retirou o ‘’homossexualismo’’ do CID, deixando de considerá-lo um distúrbio mental. No Brasil, as décadas de 80 e 90 foram marcadas pela epidemia do HIV/AIDS, fato que novamente liga o SUS à população LGBTQIA+ e escancara a necessidade de assistência em saúde para essa população. Na primeira década dos anos 2000, políticas públicas começam a ser traçadas e aplicadas, chegando por fim no ano de 2011 a publicação da ‘’Política Nacional de saúde integral a lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transsexuais.’’

Bom…o que nos interessa nessa política? Eu te pergunto…Quantas vezes você, que já esteve frente a frente com um paciente durante atendimento, questionou-se sobre o artigo (masculino ou feminino) que estava utilizando? Quantas vezes você perguntou se ele/ela se sentia confortável com seu corpo? Quantas vezes você sabia que devia perguntar sobre hábitos sexuais, mas por algum motivo, ignorou essa parte da anamnese? Aparentemente isso soa como pequenos deslizes que todos nós cometemos pensando ‘’nada que vai interferir na minha conduta’’… mas será mesmo?

Aqui vão alguns dados: 1. Os homossexuais têm 5 vezes mais risco de cometer suicídio em relação a população geral 2.Em 2002 a cobertura de exames em mulheres heterossexuais nos últimos 3 anos era de 89,7% contra apenas 66,7% entre as lésbicas e bissexuais.  3. Em estudo de 2019 no DF, 84 % das travestis e transsexuais relataram fazer a transição hormonal sem prescrição médica. Eu poderia citar inúmeros outros altíssimos índices de violência, de mutilação, de depressão e o pior de tudo – de falta de acesso ao sistema de Saúde por medo, vergonha e incompreensão por parte dos profissionais.

Colegas, nós não somos ensinados na faculdade a lidar com essas questões. Volto a perguntar… em alguma aula te ensinaram a diferença, por exemplo, entre sexo biológico, identidade de gênero e orientação sexual? Pois é, independente de nossas crenças e ideologias, tratar as necessidades conforme suas diferenças (lembrando as primeiras aulas sobre equidade) é isso! A política nacional de saúde? É isso! Toda a luta por direito a saúde LGBTQIA+? É isso! Que a gente não ‘’deixe passar’’ uma vida que é digna de um tratamento com respeito e qualidade. E se posso dar algum conselho: ESCUTEM…Eles têm muito a dizer.

Escrito por Frederico Augusto de Brito Costa, 24 anos, acadêmico do 6º. Período


O que todo médico deveria saber sobre educação financeira e investimentos

A medicina acaba sendo um mundo à parte em muitos casos. Concordam? Digo isso porque o ingresso na faculdade depende de grande dedicação, e logo nos primeiros semestres começam as aulas de anatomia, bioquímica, fisiologia, práticas em laboratório, horas de estudo. E, com o tempo, as obrigações parecem só aumentar; além disso, começam práticas hospitalares e plantões noturnos – em determinadas residências, exige-se mais de 100 horas semanais.

Primeiramente, ademais a falta de tempo e de cansaço, não nos interessamos por temas alheios aos da cultura médica. Todavia, meus caros, a educação financeira pode ser essencial inclusive para se ter uma vida mais saudável. Hoje, no Brasil, apenas 3,6% das pessoas se preocupam com a aposentadoria e no meio médico, cerca de 25% dos profissionais médicos não se aposentam, atuam até o dia de seu falecimento. Não que seja um problema, mas, na maior parte das vezes, essa relação é por amor. Assim, amamos esse sacerdócio, entretanto quando se vive por obrigação e não opção, torna-se um fardo.

De maneira simples, um dos conceitos básicos é o de sempre viver um padrão abaixo dos próprios ganhos, como George Clauson relata em seu livro “O homem Mais Rico da Babilônia”. Por isso, desde os tempos antigos, quando se ganhava dez moedas de ouro, seria ideal guardar uma para o futuro. Eu sei, esses são sentimentos ideais. Mas, vejam: quando vamos tomar uma decisão de alto impacto financeiro (como trocar de carro ou casa), vale a regra do bom senso – pensar antes, considerar o quão o momento é ideal e dessa forma, escolher o futuro com mais tranquilidade.

De outro lado, outro conceito interessante é o da reserva de emergência. Ela nada mais é que possuir guardado a quantia equivalente à de 6 a 12 meses do seu custo de vida, investidos em algo seguro, como um tesouro nacional, para situações emergenciais (como o coronavírus, perda do emprego ou problemas de saúde). Tais comportamentos, conservadores e estratégicos, possibilitam passar pelo estresse de maneira mais confortável.

Em casos assim, tudo funciona como um ciclo. O planejamento financeiro bem feito, possibilita a cada um de nós sermos donos do próprio tempo e controladores do destino. Evita-se a obrigação, possibilita passar mais tempo fazendo o que ama, mesmo que seja seu emprego, ou se dedicar mais para sua família e pessoas que ama ou até mesmo viver em qualquer lugar do mundo que desejar. Isso pode fazer toda diferença na sua saúde física e mental.

Para finalizar gostaria de agradecer a oportunidade dada pelo CAMBLU, de poder passar um pouco do meu conhecimento a vocês, coloco-me a disposição e quando procurado, será um prazer contribuir com faculdade – minha casa por tantos anos.

Escrito por Willian Baltha, 25 anos, acadêmico do 6 ano do curso de medicina da Furb, apaixonado por investimentos e mercado financeiro, co-criador do @invest.doctor, e ajuda médicos a adquirirem liberdade financeira.


Novas Conexões Docentes em Tempos de Pandemia – Profª. Dra. Daniela Maysa de Souza

António Nóvoa, docente e investigador do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa participou de uma conferência online em abril/2020, sobre o tema “Docência em Tempos de Pandemia”, e proferiu uma palestra sobre as mudanças que a pandemia provocará na educação. Nóvoa pontua que não é o momento de ir contra o ensino online, ou de não fazer nada, ou de abandonar os alunos e afirma que reclamar não é a solução. Esta nova realidade que nos foi imposta mostra que a universidade deve estar presente para dar continuidade da melhor forma possível aos cursos e apesar do isolamento, pensar no coletivo e aprender com a crise. E nesse momento de profunda aprendizagem, compreender e reconhecer as mudanças dos pontos de vista: social, tecnológico, pedagógico, sanitário, econômico, pessoal, político e comportamental. E perceber que após essa aceleração da história, o mundo não será igual e que em momentos de isolamento social, o virtual nos faz próximos um dos outros.

Compactuo com Nóvoa e compreendo que a docência é mediada pelo contato, pelo olho no olho, o afeto e a troca, ou seja, a conexão entre as pessoas. E de repente, uma pandemia, num momento atípico para todos, nos obriga a nos conectarmos de outra forma.

As tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC) já eram utilizadas na educação e o blended learning ou ensino híbrido não era nenhuma novidade. Na realidade era opcional, visto como uma complementação das atividades teóricas desenvolvidas em sala de aula e/ou uma inovação docente. Antes, distante da realidade de muitos docentes, agora se torna uma obrigação!

Sim, uma obrigação: os alunos devem aprender, devem se sentir motivados, devem organizar seus horários para os estudos, administrar seus conflitos internos, controlar a ansiedade acadêmica e a preocupação com o mundo. Da mesma forma, os professores também são obrigados a gerenciarem os mesmos conflitos, devem estar motivados (e motivar os alunos), obrigados a aprenderem novas estratégias de ensino, o manuseio de novas plataformas, criar novos conteúdos virtuais, novas abordagens metodológicas e sair a força da zona de conforto, em meio à pandemia.

Somos obrigados a crescer em tempos de crise. Mudar, aprender, evoluir e transformar…

Não há receita de bolo, não temos manuais que nos ensinem como passar por uma pandemia da maneira mais assertiva. Vamos pela tentativa do acerto e erro, diminuição de cobranças, de expectativas e administração dos mais diversos sentimentos que cada um de nós sabe exatamente quais são…estamos convivendo com nosso melhor e nosso pior, aflorado a todo instante.

Então como controlar tudo isso do ponto de vista pessoal/emocional e “entrar em sala de aula” feliz, motivado, seguro e com novas estratégias de ensino que estimulem a participação de todos os alunos? Não tenho todas as respostas e se você puder ajudar, por favor, compartilhe! Tenho sim, alguns aspectos importantes, que tem me auxiliado neste momento:

Como a Universidade está nos ajudando?

Há uma forte preocupação com a aprendizagem dos estudantes, o cumprimento da carga horária do semestre letivo e com as estratégias implementadas para minimizar os impactos da pandemia.

Para as aulas teóricas síncronas, com interação em tempo real, ou seja, aulas não-presenciais mediadas por tecnologia, a FURB disponibilizou e reforçou as ferramentas institucionais já existentes, com suas potencialidades pouco exploradas por muitos docentes, como inúmeros recursos no AVA3 e Microsoft Teams/Office 365. E intensificou a formação docente (com vídeos explicativos) sobre a utilização destes recursos e suas potencialidades, bem como o compartilhamento de materiais sobre metodologias ativas, dando suporte técnico e pedagógico.

Além disso, vejo o apoio institucional presente de diversas formas: nas redes sociais atualizadas constantemente; nas notas oficiais postadas no site institucional; com a disponibilização de canais rápidos de comunicação oficiais da Furb, dos mais diversos serviços, via WhatsApp, site, e-mail e telefone; oferta de atendimento psicológico; apoio dos colegas docentes e presença da coordenação de curso, sempre disponível para auxiliar na tomada de decisões e orientações.

Como ser criativo em tempos de pandemia?

A atividade docente requer um engajamento pessoal e como estamos vivendo um momento de aprendizado coletivo e de superação, existe a necessidade de inovação! Necessidade de novas leituras, de mais estudo, de planejamento e necessidade de sair da zona de conforto, buscando novas alternativas que estimulem ainda mais a participação e interesse dos alunos nestes encontros virtuais. E da mesma maneira, necessitamos deste retorno dos alunos. De nada adianta tanta inovação e novos aprendizados se os alunos não participarem e comprarem a ideia. Precisamos estudar! Vocês e nós! Aprender e inovar em tempos de crise.

O que aprendemos (ou tentamos)?

Neste momento delicado de enfrentamento à pandemia, temos alunos e professores, com dias improdutivos, dias de insônia, dias de sonolência excessiva, angústia, ansiedade, medo, gula, ira, revolta, melancolia… inúmeras sensações que ainda estão presentes, mas talvez agora (por vezes) melhor administradas (ou não). Somos humanos, apenas humanos…

Tento pensar que: as crises são momentos de grandes oportunidades! Sem se tornar um momento de competição por produtividade, mas sim, um momento mais introspectivo de desenvolvimento pessoal e profissional. Momento de resiliência e adaptação. Momento de reinvenção e fortalecimento da identidade docente, com ampliação da nossa expertise pedagógica. Momento de aprender com os outros e compreender o tempo e o espaço do outro: Empatia!

Não percamos a esperança de dias melhores e que possamos manter o carinho em nossas conexões, hoje apenas virtuais, mas que em breve serão reais!

Saudades de vocês meus alunos, que me inspiram e motivam a cada dia ser uma pessoa e professora melhor!

Que em breve tenhamos a possibilidade de um abraço coletivo e afetuoso.

And a sweet quarantine (of learning) for us!

Escrito por Profª. Dra. Daniela Maysa de Souza, doutora em Enfermagem. Linha de pesquisa: Formação e Desenvolvimento Docente na Saúde e na Enfermagem. Professora substituta da disciplina ‘Interação Comunitária’ e tutora da disciplina ‘Integração Básico-Clínica II’. Contato: danielamaysa@furb.br


Introdução ao BLOG – Laísa Scremin

É com orgulho e satisfação que nós do CAMBLU apresentamos mais uma plataforma de comunicação para agregar e enriquecer o cotidiano e a vida na MED FURB: o BLOG CAMBLU, feito por alunos para alunos.

A ideia para esse projeto surgiu com o intuito de abrir um espaço para uma maior comunicação dentro e fora da Medicina FURB, de maneira leve e dinâmica. Um lugar onde todos possam se abrir, relatar e compartilhar experiências, difundir assuntos acadêmicos, possibilitar participação de professores, médicos e recém-formados, além disso, um espaço para divulgação de obras artísticas, entre outros.

As possibilidades de publicação são diversas, você pode usar a criatividade e utilizar esse portal para compartilhar suas ideias e projetos.

Então, isso significa que eu posso escrever matérias e publicar aqui no BLOG CAMBLU? Sim, isso mesmo. Basta enviar para nós (teremos algumas regras e políticas de boa convivência, ok?). Passando por nossa equipe de análise seu post então será publicado e divulgado por nós semanalmente. Simples, não é mesmo?

As matérias escritas terão os devidos créditos ao autor e uma breve descrição sempre no final do post, mas você, durante seu texto, pode utilizar recursos para criar uma identidade e personalidade própria (como marcações linguísticas, imagens, vídeos dentre outros), visando futuras publicações e maior engajamento e proximidade com os leitores.

Facilidade e praticidade também fazem parte do nosso portal, visando ampliar o alcance das nossas atividades na Medicina e ser um veículo para unir todos que se identificam e se interessam por ampliar seus conhecimentos e visões de mundo. Apenas não serão aceitas matérias com cunho ofensivo e desrespeitoso para com a pessoa humana como para com as instituições envolvidas.

Já está ansioso para publicar seu primeiro post? Tem a imaginação fértil? Então envie para nosso e-mail blogcamblu@gmail.com. Estamos te esperando.

Qualquer dúvida entre em contato pelas nossa redes sociais ou pelo próprio e-mail do Blog . Muito obrigada e sejam bem-vindos!

Escrito por Laísa Scremin, aluna do segundo período de medicina na FURB e membro da Diretoria de Comunicação e Marketing do CAMBLU